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Mês 09/2007

14

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Mercado de trabalho

(*) Atenção! Este artigo é uma tradução de um artigo do Management Craft: When it is time to move on?.

Esses tempos, uma amiga minha estava se perguntando se deveria procurar por outro emprego, se essa é a hora de seguir em frente. Essa é uma decisão difícil, particularmente se você tem uma família para cuidar e precisa de estabilidade/segurança. O negócio é o seguinte:

  1. Todos nós temos nossos dias difíceis, talvez até um mês difícil. Mas quando você está se sentindo sem inspiração e sem entrosamento já a um certo tempo, sua mente e coração já se decidiram. Agora é com você perceber, aceitar e tomar alguma atitude em relação à isso.
  2. Tomar uma atitude significa procurar por outro cargo/setor dentro da sua empresa ou ainda procurar outra empresa para trabalhar. No caso dessa minha amiga, como ela não tinha nenhum outro lugar para ir internamente, ela começará a procurar outra empresa para trabalhar.
  3. É importante diferenciar a necessidade de mudança da visão “a grama é mais verde em algum outro lugar”.
    • Necessidade de mudança
      • Você não sente que está crescendo;
      • Você não consegue ver que a situação irá mudar no futuro;
      • Você não sente que seu trabalho é desafiador;
      • Você tem interesses que não podem ser explorados no seu trabalho atual;
      • Você quer ter uma mudança na sua carreira.
    • “A grama é mais verde em algum outro lugar”
      • Se você sair, você irá procurar o mesmo emprego em outro lugar;
      • Suas frustrações e preocupações são as mesmas independente do lugar onde você esteja;
      • Você tem um idealismo à respeito de uma empresa. Se o seu desejo de mudança é mais por causa da empresa do que do trabalho, sugiro que você tome cuidado;
      • Você está no mesmo cargo a menos de dois anos.

Minha amiga está no mesmo cargo já a alguns anos e não está mais aprendendo nada, nem crescendo. Não participa de nenhum grande projeto ou iniciativa que a incentive a continuar. Essa é a hora de seguir em frente.

Se você tem um trabalho e está determinado em mudar de emprego, você deve ser honesto consigo. Quando nós precisamos de um trabalho em particular, é provável que falhemos em satisfazer a empresa e o cargo. Nós focamos em receber uma oferta e aceita-la. Mas quando nós, proativamente, seguimos em frente, precisamos assegurar que estamos procurando por nossos interesses e necessidades.

  1. Pelo que, realmente, você está procurando? Que tipo de trabalho te atrai? Você quer gerenciar programas ou pessoas? Ou ambos?
  2. Que tipo de empresa mais te agrada? Você gosta de empresas grandes (rápidas e competitivas) ou pequenas (mais vagarosas)?
  3. Que tipo de chefe mais se encaixa no seu estilo?

Faça a si mesmo as perguntas que o ajudarão a encurtar a sua busca. Deixe claro na sua cabeça o porquê é a hora de mudar e fique em tranquilo com essa decisão.

Mais uma coisa. Todos nós já ouvimos sobre profissionais que nunca param quietos em um lugar, certo? Isso é o que acontece quando estamos sempre procurando por novos empregos. Nosso cérebro sofre de desencorajamento pré-maturo. Nossas mentes estão apenas na metade de sua capacidade. Não tem jeito, algum dia todos nós vamos conhecer profissionais desse tipo. Uma técnica que eu tenho usado e tem me ajudado, foi resolver deixar o meu trabalho o mais organizado e com mais classe possível. Se foque em deixar o departamento em melhor estado do que ele estava quando você entrou nele, afinal, isso você já deveria estar fazendo. ;)

Em um trabalho, eu falei para o meu gerente (vice presidente), que eu iria começar a procurar um outro local para trabalhar e que ele deveria começar a procurar alguém para me substituir. Eu sabia que levaria mais de duas semanas para encontrarem alguém e quis ajudar a empresa a treinar o novato. Sei também que essa atitude tem riscos, mas eu tinha uma relação bem aberta e no final, acabou tudo muito bem. Eu fui sinceros sobre as entrevistas que eu estava indo fazer e mantive meu chefe informado sobre meu progresso. Foi um alívio não ter que me esconder pedindo dias de férias para ir às entrevistas. Não recomendo isso para ninguém. O legal disso tudo foi que, uma vez que eu decidi seguir em frente, compartilhar isso com meu gerente tornou tudo mais claro e definido, sem volta! Isso é bom porquê muitas vezes, nos comprometemos com uma coisa mas acabamos fazendo o que é mais confortável e seguro (ironicamente, normalmente é menos confortável e mais arriscado ficar).

Como sabemos que é hora de seguir em frente?

Eu trabalho em meio-período já a algum tempo e estive pensando se algum dia eu iria aceitar novamente algum cargo de período integral. A resposta é: depende. Eu simplesmente decidi considerar apenas cargos que são muito legais. Não é tudo que gira em torno do dinheiro (apesar de ser muito bom) e eu estou muito bem com essa decisão. Sempre temos nossos altos e baixos, mas eu prefiro isso do que ter um emprego que não me agrade.

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13

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Organização

Quantas vezes você já ficou procurando aquele documento que você jurava que estava ali? Conforma usamos mais e mais nossos computadores, maior a quantidade de arquivos que armazenamos e, dependendo do nível de organização da pessoa, mais difícil fica achar o que se quer.

Uma ferramenta não tão nova, que veio para nos ajudar muito nesse aspecto é o Google Desktop.

Uma das suas principais funcionalidades é a indexação de vários tipos de arquivos. Com o índice pronto, é muito fácil usar a busca para se achar o que quer. Alguns tipos de arquivos suportados são: email, word, excel, powerpoint, internet explorer (html), pdf, musicas, vídeos, imagens, zips, etc. Veja abaixo a busca em ação:

Google Desktop - Quick Search

Além disso, tem suporte à plugins. Os plugins permitem que você otimize seu desktop com as ferramentas que você mais utiliza. Hoje, são disponibilizados centenas deles, com certeza tem alguns que irão te ajudar muito.

É uma boa dica para organização pessoal e para melhorar a sua produtividade. Se você conhece algum outro programa tão efetivo quanto ou melhor, compartilhe conosco!

 

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12

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Outros

Fui convidado pelo Aragao à participar de um meme: feeds favoritos. Não sou muito adepto aos memes, nem é um dos focos do blog. Mas como os feeds que eu mais aprecio tem relação direta com o conteúdo publicado aqui, gostaria de compartilhar com todos.

  • Efetividade.net
    Blog sobre produtividade pessoal, efetividade, lifehacking, GTD e truques espertos para o seu dia-a-dia.
  • Dinheirama
    O Dinheirama é um site sobre finanças pessoais e educação financeira mantido pelo consultor Conrado Navarro, que tem como objetivo fazer com que você administre melhor seu dinheiro e aumente o seu patrimônio líquido.
  • John Chow
    É um blog que trata, em sua maior parte, de assuntos relacionados a fazer dinheiro na internet. Técnicas de SEO, técnicas de publicidade, técnicas para atrair leitores, etc. Ótima leitura diária.
  • Lifehack
    Como o nome já diz, é um blog que fala sobre Lifehack. Ótimas dicas de organização e otimização.
  • Business Opportunities Brasil
    Oportunidades, notícias, dicas e links para empreendedores de negócios.

Passo a bola para o BlogAjuda, Bernabauer, Boombust, Lucrando na rede e Profissão Web.

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12

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Organização

Afinal, o que é melhor? Comprar um imóvel residencial ou alugar um? Essa pergunta ronda a cabeça de muita gente. Não é fácil comprar um imóvel, especialmente quando o local desejado é muito valorizado. Peguemos como exemplo o Plano Piloto em Brasília e a Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. São dois lugares que dificilmente se encontra imóveis residenciais por menos de R$100.000,00 e não é qualquer um que pode pagar um valor desse, financiado ou não.

Antes de decidir entre o aluguel e a compra, temos que ter em mente algumas coisas que nos ajudarão no processo. Abaixo citamos alguns aspectos a serem observados na hora da decisão.

  1. Um imóvel residencial geralmente não gera lucro
    “Como assim? Comprei minha casa por 40 mil, hoje ela vale 50!” - Sim, é verdade. Mas se pararmos para reparar, provavelmente todas as casas ao redor tiveram valorização semelhante. Alguém que vende sua casa, provavelmente irá comprar outra casa (que também foi valorizada). Mas nem tudo está perdido. É possível melhorar a valorização da casa investindo nela (jardins, reformas, manutenções, etc.).
  2. Dinheiro gasto em aluguel não é dinheiro jogado fora
    O valor pago em um aluguel é sempre menor do que o valor da mensalidade de um financiamento de imóveis semelhantes (geralmente de 50 a 70% do valor). As vezes, para adiquirir o imóvel ideal é necessário que se pague um valor mensal bem maior do que o valor que podemos pagar. É aí que o aluguel começa a valer a pena.
  3. Dinheiro gasto em aluguel é dinheiro jogado fora
    Sim, também temos o caso em que aluguel é sim dinheiro jogado fora. É comum encontrar pessoas que gostariam de comprar imóveis que fogem ao orçamento, mas que não se importariam em morar numa casa um pouco menor (mais barata). Nesse caso, optar pelo aluguel é perda de dinheiro visto que seria possível comprar um imóvel menor e fazer patrimônio.

Se você é o tipo de pessoa que consegue guardar dinheiro, uma possibilidade é, ao invés de financiar um imóvel, aluga-lo e investir a diferença de valores das mensalidades. Ao final do prazo de financiamento, haverá um montante considerável de dinheiro guardado em um investimento, o que não aconteceria no caso do financiamento.

O blog Dinheirama fez um artigo interessantíssimo onde expõe a sua opinião, trazendo informações adicionais (e mais profissionais, financeiramente falando) sobre o assunto.

E você? Qual é a sua opinião?

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11

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Administração, Organização

Você já trabalhou em um projeto onde existam subprojetos utilizados e alterados por várias pessoas?

Esse é um dos principais erros de organização em um projeto. Quando existem várias pessoas dando manutenção em um código, sempre há perda de tempo para corrigir os problemas gerados. Veja alguns pontos a serem observados:

  • Trabalho extra
    Se você quer alterar um código que uma outra pessoa já terminou de codificar, é necessário que haja uma preocupação sobre o impacto que será gerado nos outros projetos dessa pessoa. Caso não haja essa preocupação, haverá trabalho extra para ela e, possívelmente, para você também quando a outra pessoa resolver “corrigir” o problema alterando o código que você mexeu.
  • Stress
    No cenário acima, é muito comum as pessoas se estressarem umas com as outras por ter que mexer novamente no que já estava pronto e funcionando.
  • Prazos
    Com o trabalho extra, os prazos são comprometidos.
  • Perda de código
    Se não forem usadas ferramentas de controle de versão e merge, é possível que trechos de códigos sejam perdidos.

Esses problemas citados acima são críticos quando se tem um prazo a cumprir. Uma solução rápida é centralizar a manutenção do subprojeto em um único profissional que será selecionado exclusivamente para atender as solicitações relacionadas, tratando-as como prioridade máxima.

Estamos passando por um problema semelhante no meu trabalho e uma boa solução encontrada por nós foi essa. Se um dia você passar por uma situação semelhante, fica aí a dica! Se você tiver outras dicas, compartilhe-as conosco!

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10

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Educação

Hoje iremos falar sobre os dois últimos graus acadêmicos, a livre-docência e o pós-doutorado.

Livre-docência

Livre-docência é um título (stricto-sensu) fornecido por instituições de ensino superior por meio de concursos públicos. É um titulo de excelência de ensino concedido para que a pessoa seja respeitada como professor da instituição. As inscrições são abertas por meio de editais e somente são aprovados para realizar a prova profissionais que já possuem o título de “Doutor”. Cada instituição possui suas próprias regras para o edital.

Após realizar a prova, é necessário desenvolver uma tese e defendê-la perante a uma banca examinadora.

Em algumas faculdades e universidades (como por exemplo as estaduais paulistas) , o título de livre-docência é pré-requisito para a candidatura ao cargo de professor titular. Já nas federais, quando um professor possui o grau de Doutor e existe a vaga, é possível se candidatar ao cargo.

Esse grau acadêmico não é muito difundido no meio profissional. Ao meu ver, serve mais para profissionais que tenham vontade de focar a sua carreira no ensino acadêmico.

Pós-doutorado

Esse é um estágio acadêmico realizado após o término do Doutorado. Caso o profissional deseje continuar suas pesquisas, é comum se inscrever em um “curso” de pós-doutorado. Esse curso é, um estágio acadêmico na instituição, onde o candidado irá se aprimorar como pesquisador em uma determinada área.

Creio que muitos profissionais que terminam o curso de Doutorado, querem continuar a pesquisa que começaram. Nada melhor do que aproveitar essa vontade para se adiquirir um novo grau.

Após a sua conclusão, o profissional terá excelência de conhecimentos no assunto de sua pesquisa. O problema é o tempo que se leva para chegar aqui. Façam as contas: graduação - 4 anos, mestrado - 4 anos, doutorado - 4 anos, pós-doutorado - 1 a 4 anos. Totalizando, 13 a 16 anos de estudos. Supondo que você comece sua faculdade com 18 anos e que não tenha nenhum intervalo entre os cursos, você terá o pós-doutorado apenas com 34 anos. É uma dedicação à carreira muito grande, será que vale a pena?

Finalizamos aqui a nossa série “Terminou a faculdade! E agora?” onde falamos sobre os graus acadêmicos de pós-graduação. Foram abordados: certificações, pós-graduações, mestrados, mba, doutorado, livre-docência e pós-doutorado. Mas calma, não fique triste! Já temos uma nova série no forno para vocês. ;)

Outros artigos da série:

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