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Mês 11/2007

5

nov
Publicado por Bernardo Pina na categoria Negócios

Semana passada recebi um email de uma empresa de comunicação que está começando. Eles queriam saber se eu possuo algum modelo pronto de contrato de prestação de serviços… Trabalho como freelancer a anos, mas a minha resposta foi a seguinte: NÃO.

“Como assim? Todo freelancer que se preze cria contratos de prestação de serviço, isso é básico!”

Sim, é verdade. Mas eu nunca disse que eu não faço contratos com as empresas para quem presto serviços. Eu só não possuo um modelo fixo para todos os contratos pois todos os projetos freelancer que eu ja trabalhei eram muito diferentes uns dos outros.

Mas calma, não se desespere, tudo tem solução…

Essa formula mágica de contrato que muitos procuram tem uma estrutura básica que devemos incluir. Considero que isso seja apenas 50% apenas do contrato mas é como eu disse: isso é básico, precisa ter!

Antes de mais nada, como um bom analista de sistemas, sempre realizo entrevistas abordando os aspectos gerais e detalhados do projeto. Descobrir isso é de suma importância não só para calcular o valor do projeto, mas também porque você irá detalhar no escopo do contrato cada item que será feito. Também irá informar no contrato que qualquer item pedido que não está no escopo está sujeito a reajuste no valor do projeto. Com as informações sobre o projeto em mãos, vamos ver quais itens são básicos nos contratos:

  • Objeto
    No objeto de um contrato, escrevemos do que se trata o projeto, quem está criando o projeto e para quem estamos criando.
  • Escopo
    Aqui detalhamos com clareza tudo o que será feito no projeto desde as atividades (mão-de-obra) até os artefatos criados.
  • Itens não inclusos na proposta
    É muito importante que deixemos bem claro para o cliente o que não iremos fazer. Uma coisa muito comum de se acontecer é o cliente achar que uma coisa estava inclusa em alguma parte projeto, sendo que não estava.Um exemplo (que eu ja vi acontecer) é o cliente achar que a contratação de uma empresa de hospedagem estava inclusa num projeto de criação de um website.
  • Serviços adicionais não remunerados
    Aqui podemos colocar algumas “firulas” para deixar o cliente feliz. Coloque coisas que você já vai fazer, mas que o cliente pode achar que você está dando. Isso serve para deixá-lo mais feliz e mais disposto.
  • Serviços adicionais remunerados
    É comum vermos falhas nos projetos dos clientes. Se conseguirmos identificar alguma coisa que não foi pedida mas que achamos que pode melhorar o projeto, podemos oferecer como serviço adicional cobrando uma taxa adicional, claro! ;)
  • Garantia
    Qual é a garantia que damos para o cliente, após a entrega do produto? Quem garante que o produto estará legal e do jeito que o cliente queria? O que eu dou de garantia para meus clientes é um período de testes de 31 dias corridos após a primeira entrega. Os problemas encontrados nessa fase são resolvidos sem custos adicionais.
  • Prazos
    Nenhum cliente vai pagar por algo que não tem prazo para se terminar. Precisamos fazer nossos cálculos para ver em quanto tempo iremos concluir o projeto e colocar isso no contrato.
  • Valores
    O valor do projeto deve ser especificado no contrato.
  • Opções de pagamento
    É importante definir como o pagamento será efetuado, em quantas parcelas, forma de pagamento, etc..
  • Observações gerais
    Podemos inserir uma cláusula com quaisquer outras coisas que você queira falar e que não entram nos tópicos acima.

Essas são apenas algumas idéias que devem ser postas no contrato. Após a elaboração da proposta, uso algum advogado para colocar tudo o que eu escrevi em termos jurídicos. Aí é só submeter o contrato para que o cliente aprove. Aprovado é só assinar e mãos a obra!

Quaisquer complementos e sugestões são bem-vindos! =)

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1

nov
Publicado por Bernardo Pina na categoria Negócios

Estava eu a passear nos posts mais votados no Rec6 quando me deparei com este artigo sensacional: Marketing de Guerrilha - Mente criativa.

Marketing de Guerrilha é algo que sempre desperta meu interesse. Quando entrei lá, vi que o artigo na verdade não falava muito sobre como é feita essa modalidade de marketing, suas teorias, etc, mas sim cita um exemplo de uma pessoa que bolou uma estratégia mais do que fantástica para atrair a atenção dos seus clientes. Vejam abaixo um pedaço da dessa experiência citada no artigo.

“Eu comecei meus serviços de consultoria de marketing de guerrilha no interior de São Paulo, onde a caipirada tem medo de ousar. ( Sou caipira tambem, que ninguem se ofenda hein huahua)

Eu todo o mês fazia uma lista de 10 empresas para atacar. Criava uma ação de guerrilha pra cada uma e executava elas sem consultar o dono das empresas. Fazia elas na cara dura. Daí depois de uma semana eu enviava uma caixa por correio pra cada uma das empresas atacadas, direcionada ao chefão de lá.

Olhando por fora da caixa parecia que tinha sido enviada por um detetive particular. Escrevi DETETIVES PANTERAS - Nada escapa dessas feras. Tinha uma lupa gigante como logotipo. O cara abria a caixa e encontrava um cartão bem grande dizendo: Eu sei quem andou mexendo no seu marketing!

“Embaixo do cartão tinha um envelope com varias fotos da ação realizada pra eles. Aquelas fotos grandes em preto e branco que nem nos filmes! Tinha fotos do antes, durante, e depois da ação. Nas fotos em que eu aparecia eu era marcado com um circulo vermelho!

Embaixo do envelope coloquei meu cartão de visitas, e colado no cartão um post it amarelinho, nele escrevi: Se quiser pegar o engraçadinho aqui está o cartão dele!

O resultado foi que no mesmo dia que as caixas eram entregues o dono ligava pra mim. Davam gargalhadas no telefone por acharem todo o processo interessante e ousado e me falavam entusiasmados do resultado positivo que a ação que fiz teve.”

Ao meu ver, os brasileiros se preocupam mais em copiar do que criar, esse é nosso mal. Ver um exemplo de criatividade e ousadia como esse nos motivam a querer criar e inovar.

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