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Mês 12/2007

7

dez
Publicado por Bernardo Pina na categoria Mercado de trabalho

Não tem jeito. Quando entramos no mercado de trabalho, queremos mudar o mundo! A nossa inexperiência nos guia por caminhos tortuosos cheios de pedras onde muitas vezes pisamos em falso e caímos. Cada pedra deixa um calo, calo esse que irá nos ensinar aos poucos onde devemos pisar e qual a melhor forma de pisar.

Logo abaixo, estou citando erros muito comuns cometidos por novatos em diversas áreas. Se você está ingressando no mercado de trabalho agora, leia atentamente e absorva a experiência dos outros.

  1. Vender para as pessoas erradas
    É óbvio que vender é muito importante, mas será que é importante vender qualquer coisa para qualquer pessoa?
    Usamos muito o jargão “Vender geladeira (ou picolé) para esquimó”. Por que o usamos? Porque o cara lá no pólo norte NÃO PRECISA disso. Mesmo que alguém consiga vender, o que ele irá fazer com uma geladeira? Basta deixar qualquer coisa que ele deseje gelar do lado de fora da sua casa por 10 minutos e pronto, problema resolvido.
    Você tem que saber para quem vende. Procure saber qual é o nicho do seu produto, qual tipo de cliente ele irá atender melhor e se foque neles.
  2. Gastar muito dinheiro
    Muita gente pensa que quanto mais investimento fizermos, maior e mais rápido vai crescer o nosso negócio. Certo e errado. Muito dinheiro na mão de uma pessoa inexperiente só vai gerar dívidas enquanto muito dinheiro na mão de uma pessoa experiente gera um negócio tão grande quanto foi o seu investimento (ou, dependendo do nível de experiência, até maior).
  3. Gastar pouco dinheiro
    Também é um erro ser pão-duro com o seu dinheiro. Muitas oportunidades podem ser perdidas porque alguém não quis gastar seu precioso dinheiro. Quando houver dúvida sobre a eficiência do gasto, converse com pessoas mais experientes. Elas são as suas melhores fontes de informação.
  4. Mascarar-se
    Muitas empresas com somente um funcionário referem-se a si mesmas como “nós”. Isso é algo que muitos novos empreendedores fazem, mas que é completamente desnecessário.
    Tenha orgulho de oferecer produtos e serviços de qualidade tendo uma empresa com somente um funcionário.
  5. Assumir que um contrato assinado será honrado
    Nem todo mundo é honesto. Um contrato assinado não quer dizer nada quando você tem bons advogados. Ainda mais se o seu contrato não for bem feito, evitando brechas e falhas.
    Cuidado…
  6. Ser muito profissional
    Ser profissional é uma coisa boa, o problema é o exagero. Às vezes quando você exagera na dose, pode transmitir um ar impessoal demais. Há vezes que o cliente quer sugestões, quer opiniões, quer que o vendedor seja gente e não um robô.

Bom, esses são apenas alguns exemplos de erros que os novatos cometem. Entrar no mercado de trabalho com uma atenção maior à esses problemas pode ser a diferença entre você e o colega da baia do lado. Fique atento!

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5

dez
Publicado por Bernardo Pina na categoria Outros

Essa palavra tem estado cada vez mais na boca do povo, principalmente das grandes empresas e corporações. Mas afinal, o que é isso? Muitas pessoas acabam adquirindo um conceito errado de sustentabilidade, muitas vezes por explicações não tão claras tais como o que eu achei no Wikipedia:

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

“Ok, agora traduz para mim.”

A sustentabilidade preza a eficiência das coisas do presente sem prejudicar a eficiência das coisas no futuro. Ou seja, se produzimos algo hoje, temos que arranjar uma forma de produzi-la sem que isso gere impactos negativos para a produção no futuro (curto a longo prazo). Segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”.

Legal, não? O problema é que quando pensamos em “viabilizar a produção no futuro”, muita gente associa o conceito de sustentabilidade à preservação ambiental. Apesar de englobar essa questão do meio-ambiente, não se trata apenas disso. Existem vários aspectos a serem observados. A meu ver, a sustentabilidade tem muitas questões de ética profissional e ambiental misturadas com métodos eficientes de produção.

“Ética, Bernardo? Nunca pensei em associar sustentabilidade com ética. Explique-se!”

Podemos fazer essa associação em vários pontos. Veja abaixo alguns pontos relacionados à ética e aos métodos de produção:

  1. Aspecto ambiental (Ética)
    Você acha justo nós consumirmos os recursos do meio-ambiente sem renová-los? Ou pior, consumir os não renováveis? Como irão ficar as nossas futuras gerações?
    Hoje, a nossa sociedade está se importando cada vez mais com isso. Na minha humilde opinião, esse senso vem da ética que temos.
  2. Aspecto econômico (Produção)
    O objetivo de toda empresa/corporação é gerar lucro, certo? Toda empresa tem que se preocupar com o aspecto financeiro, em como gerar mais dinheiro do que gastar. Existem várias formas de se fazer isso, mas só para exemplificar vou citar um exemplo de sustentabilidade econômica que eu vi em algumas empresas que eu já trabalhei.
    Eu sou analista de sistemas e trabalhei em algumas fábricas de software que forneciam blocos para anotações feitos com papéis que iam para o lixo. Sabe aquele papel que nós imprimimos somente a frente e que depois de uma semana íamos jogar fora? Pois é, junta-se um maço de papéis desse tipo e faz-se um bloco de anotações. Essa é uma forma de economizar dinheiro e de evitar que mais árvores sejam derrubadas à toa.
  3. Aspecto social (Ético)
    O aspecto social da sustentabilidade se foca no bem-estar das pessoas. Se nos preocuparmos com isso, essas pessoas tendem a ser pessoas melhores e a pensar da mesma forma que nós.
    Nos preocupando com os nossos funcionários, por exemplo, incentivamos eles a serem da mesma forma com seus empregados (por exemplo, empregadas domésticas, jardineiros, …), com seus amigos, com seus conhecidos, etc.
    Isso fora que empregado feliz faz a empresa lucrar mais. ;)
  4. Aspecto cultural
    A cultura é fundamental para as nossas vidas. Quando falamos em cultura aplicada à sustentabilidade, nos perguntamos que tipo de incentivo cultural a sua empresa dá para os funcionários?
    Ainda vejo muito poucas empresas se preocupando com isso, mas acho muito legal quando vejo (sim, acredite… eu já vi!) algumas empresas premiando funcionários com viagens, livros e entradas para cinema/teatro. Além de incentivar o funcionário a trabalhar mais para ganhar os prêmios, você está contribuindo para que o funcionário se torne uma pessoa mais culta e mais inteligente. E com isso, creio que nosso senso ético aumente e todos os outros aspectos acima sejam beneficiados.

Ser sustentável é um meio de vida, tanto no aspecto profissional quanto no pessoal. Colocando a parte o lado profissional, o que você faz na sua vida para ser sustentável?

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