Um dia desses participei de uma conversa informal sobre dinheiro e riqueza com alguns colegas de trabalho. ‘Dinheiro não trás felicidade’. Foi a conclusão a que chegaram. Será?

Dinheiro não garante a felicidade, mas se você souber usá-lo, pode ser fator determinante. Vamos pensar em alguns exemplos práticos em que dinheiro pode trazer bastante felicidade ou pelo menos pode ajudar a evitar muito sofrimento:

  • Primeiro caso: Dois homens estão doentes e precisam de cuidados médicos. Um deles trabalhou duro, economizou e investiu o excedente de sua renda durante toda a vida. Hoje conta com uma boa reserva financeira. O outro também trabalhou duro, mas não soube guardar e hoje não conseguiu formar poupança. Qual dos dois está se sentindo melhor diante do problema de saúde?
  • Segundo caso: Dois homens acabam de ser demitidos da mesma função na empresa em que trabalhavam. Um deles tem reserva financeira que lhe permite até mesmo se aposentar e viver da renda de seus investimentos, enquanto o outro não tem dinheiro para sobreviver até o final do mês. Qual dos dois se sente mais seguro diante da surpresa da demissão?

Isso só para citar dois exemplos, porque a noite é uma criança e eu poderia ficar aqui citando inúmeras outras situações. O fato é que dinheiro traz conforto, tranqüilidade, abre possibilidades, traz escolhas, segurança. A união de todos esses sentimentos significa felicidade.

O grande problema está no fato das pessoas não saberem o que fazer com o dinheiro quando se vêem diante dele. Tomam decisões erradas, gastam, emprestam para amigos, compram presentes caros e desnecessários. Poucas pessoas entendem uma frase que digo sempre: o dinheiro não foi feito para gastar.

Quanta história não se vê por ai de pessoas que ganham dinheiro na loteria e menos de um ano depois estão em situação pior do que estavam antes de ganhar o prêmio. Isso é a falta de educação financeira. Nem os pais, nem a escola deram subsídios para que o sujeito soubesse que rumo dar ao próprio dinheiro.

Pois bem, vamos tentar tirar parte desse atraso apresentando algumas regras básicas de como lidar com o dinheiro.

  1. Guarde 10% do que conseguir ganhar para investir;
  2. Todo rendimento advindo de seus investimentos devem ser reinvestidos;
  3. Nunca gaste mais do que ganha, NUNCA;
  4. Fuja dos financiamentos com parcelas pequenas e juros altos;
  5. Se ganhar algum dinheiro na loteria, guarde uma parte na poupança, como reserva e invista o restante em títulos públicos, fundos de investimentos ou ações;
  6. Não compre casa na praia, nem carro de luxo, só trazem despesa e tiram dinheiro do seu bolso tão rápido quanto um piscar de olhos;
  7. Não empreste dinheiro para parentes e amigos, a menos que não se importe em não receber de volta.

Agora me diga: o que você acha dessas regras? Acredira, como eu, que elas podem fazer diferença no seu futuro? Você saberia citar mais algumas dicas que complementem a lista? Gostaria de contar com a opinião de todos nos comentários.

About The Author

Jornalista, formado em comunicação social pela UFJF, natural do interior de Minas Gerais, mas reside em Porto Velho, Rondônia desde agosto de 2008. Por 2 anos foi coordenador de marketing do Sistema Sicoob na região norte do Brasil, atendendo aos estados de Rondônia, Acre e Amazonas. Apaixonado por negócios e empresas, obcecado por formas de acumular riqueza e investimentos. Também escreve para o blog Eu Milionário.

  • Felipe signorini

    Concordo, porém me deixou intrigado a sétima regrinha.

    È complicado o emprestar dinheiro para amigos, é questão que vai além da educação financeira. Nesse caso acho que entra a palavrinha mágica “depende”, depende da situação do amigo do caso.

  • http://eumilionario.com.br/ Rizio Andrade

    @Felipe Signorini

    Não quero ser radical, também acho que depende, mas na maioria do caso depende da sua disposição em não receber de volta… Mas, como toda regra, tem suas exceções, que servem somente para confirmar a regra.

    Abraço.

  • http://www.produzindo.net/ Bernardo Pina

    Quanto à regra sete, acredito que hajam casos e casos. Tem muita gente honesta e que tem condições para devolver a grana no futuro, mas concordo com o Rízio quando ele fala que temos que nos aprovisionar para não receber a grana de volta. Afinal, entrar no cobra-cobra pode muitas vezes acabar com uma amizade (já vi isso acontecer).

    Portanto, sempre: cuidado!

  • http://eumilionario.com.br/ Rizio Andrade

    O Bernardo disse tudo. Por experiência própria, só empresto dinheiro com a plena consciência de que posso não receber novamente, nem sempre por má fé da pessoa, mas porque não tenho disposição de ficar cobrando e a pessoa pode ter se esquecido… Acontece!

  • Mateus Figueiredo

    Pague a vista sempre que possivel, negociando descontos. E fuja dos juros de cartões de credito e cheque especial.

  • http://ocaradainternet.com/ Katiero Porto

    A maioria das pessoas diz que dinheiro não trás felicidade. Há que diga que quem diz isso, faz porque nunca teve dinheiro para saber como é estar do outro lado.

    Dinheiro não é tudo, isso eu concordo.

    Agora ele trás felicidade e facilita muito a vida. Problemas aparecem para todo mundo, pobre ou rico. O pobre vai beber pinga e chorar em casa, o rico vai beber champagne em Paris. Só o fato de poder viajar já ajuda a não deixar a mente vazia. São mais opções de entretenimento para quem tem dinheiro.

    O mesmo para a saúde. Quem tem dinheiro pode pagar os melhores tratamentos. Não que isso salve alguém, mas ajuda.

    O mais importante é a pessoa que nos tornamos no processo, não o quanto acumulamos.

    Em relação as regras:

    1 – Acho que devemos guardar mais de 10%, se possível;
    2 – Concordo;
    3 – Concordo em partes, pois às vezes temos uma ideia e não temos dinheiro então precisamos acreditar e ir com tudo ou nada, “gastando o que não temos”. É arriscado, mas quem não arrisca é porque tem medo, e quem tem medo é provável que nunca fique rico;
    4 – Concordo;
    5 – Esta opção está fora de questão, pois para mim a loteria só serve para deixar os pobres, pobres, porque enquanto sonham, não agem e o tempo passa;
    6 – Depende do tamanho do seu patrimônio e de sua renda. Dizer “não compre” é muito radical. Tem gente que tem imóveis na praia, carros importados e nem sentem isso pesar. Nunca coloque um limite nos seus sonhos. Acredite em você, esse é o segredo;
    7 – Concordo totalmente. Se vejo que alguém está passando por dificuldades e caso eu possa ajudar, faço como forma de doação, sem esperar receber nada em troca. Se não posso ajudar, não ajudo. Odeio emprestar coisas ou dinheiro. Ou eu faço uma doação, ou não faço nada.

    É isso ai amigo, parabéns pelo seu blog.

    Abraços.

  • Pingback: 7 dicas básicas para você saber administrar melhor seu dinheiro | Saia do Lugar

  • Fhillus

    Ótimo texto, mas com seus exemplos você provou que a falta de dinheiro tras infelicidade, e não o contrário.

    Imagina duas pessoas. A primeira tem um dinheirinho guardado, uma esposa que o apoia, filhos que o amam. Ele tem tempo livre para passear com os filhos, abraçar sua esposa. Seus melhores amigos estão no trabalho. A segunda pessoa é muito rica, mas não tem amigos, ele sente que seus “colegas” de trabalho não gostam dele e ele é um cara muito sovina. Quem é mais feliz.

    E outra coisa, já que o assunto é felicidade, discordo do item 6. Há pessoas e há pessoas. Algumas pessoas tem o sonho de ter um carrão ou uma casa de praia. Cada um tem um sonho e devemos respeita-los. A compra de um carrão ou da casa trará mais felicidade do que se ele não compra-se. O que deveria ser escrito é que não compre itens que estejam fora de suas possibilidades, e que você não tenha condições de manter. Felidade acima do dinheiro. não podemos viver como um sovina.

  • Julio Cesar Galli

    Caro Rízio: A primeira regra dispensa todas as outras. É pura matemática financeira, sem margem de erros. É justamente o dízimo das igrejas, justamente elas que vivem dizendo que o dinheiro é do diabo. O dinheiro é simplesmente o motor do mundo. Sem os impostos o mundo simplesmente pára. Quem conseguir impor um dízimo para si dominará o mundo.

  • hctorres

    Concordo com todas as regras, entre elas imóvel na praia, quando tive, me lembro que foram duas alegrias, uma quando comprei e a outra quando consegui vender, essa casa só me trouxe dor de cabeça, até na hora da venda, a outra regra que assino em baixo é a que se refere a emprestar dinheiro, pois é, perdi parentes e amigos depois que emprestei dinheiro para eles, sumiram junto com o dinheiro, até meu pai faleceu me devendo dinheiro.