Hoje, devido ao consumismo exacerbado que é pregado na mídia, tornou-se muito comum vermos pessoas endividadas até os dentes e que tremem só de ouvir a palavra “dívida”. O que essas e muitas outras pessoas não sabem é que dívida não significa necessáriamente uma coisa ruim. Existem as boas e as más dívidas. Você sabe qual é a diferença?

A má dívida

divida-01Esse é o tipo de endividamento mais comum que vemos por aí. Pessoas adquirindo bens sem ter dinheiro para adquiri-los e fazendo financiamentos eternos que aos poucos vão sugando todo o dinheiro disponível no final do mês. Quando menos esperamos, já temos um número grande de financiamentos ativos que se somarmos todas as suas parcelas ao final do mês, descobrimos que elas acabam com quase todo (ou todo) o nosso suado dinheiro.

Esse tipo de dívida só faz nos desgastar financeira e psicológicamente e é por sua causa que muitas pessoas passam a ter medo das dívidas, sendo que deveriam ter medo apenas delas mesmas.

“Medo delas mesmas? Por que?”

Ter medo de dívidas não adianta se você não souber controlar os seus impulsos consumistas. Cortar o cartão de crédito não adianta se você continuar fazendo financiamentos em lojas, se você ainda emitir cheques pré-datados, se você ainda tiver e usar o cheque-especial, etc.

A dívida não se cria sozinha, nós que as fazemos.

A boa dívida

A boa dívida existe para trabalhar para você enquanto a má dívida faz você trabalhar para ela. Pessoas que tem uma inteligência financeira mais trabalhada costumam fazer muitas dívidas, mas a maioria delas são “boas”. Normalmente são empréstimos e financiamentos sobre produtos que elas vão revender a um preço melhor do que estão pagando.

Por exemplo… Suponha que você encontrou um apartamento no valor de R$50.000,00 e conseguiu comprá-lo financiado em suaves parcelas de R$600,00. Até agora essa ainda é uma má dívida pois ela só está fazendo você trabalhar para que possa pagar o financiamento.

Para transformar o financiamento em uma dívida boa, você precisa encontrar alguém que compre esse imóvel por um preço maior do que você pagou para comprá-lo (incluindo as taxas e impostos) ou encontrar algum inquilino que pague pelo menos um pouco mais do que você está pagando pelo financiamento (ex: R$650,00).

Dessa forma você faz os outros trabalharem indiretamente para você e, sem saber, você acabou de criar um ativo, ou seja, um bem que te dá dinheiro ao invés de tirar.

Não tenha medo das dívidas, tenha medo de você

Sabendo agora que existem dívidas boas e sabendo diferenciá-las das más, tente controlar os seus impulsos consumistas e/ou direcioná-los para que você gere ativos. Quanto mais ativos você tiver, mais dinheiro irá ganhar.

Pense nisso!