O artigo de hoje tem por objetivo discutir um assunto que eu e todos os autores desse blog já foram obrigados a enfrentar, e que você, se tem entre 16 e 18 anos, também vai ter que encarar: a escolha da carreira.

Outro dia eu li uma noticia que me deixou bem surpreso. No vestibular da UFG (Universidade Federal de Goiás) para o curso de medicina, houveram cerca de 5.000 mil inscritos para apenas (pasme) 100 vagas. Foi o recorde de concorrência deste curso. Aliás, não foi só este curso que bateu recorde de concorrência, mas também os cursos de engenharia civil e direito.

Diante desse cenário, eu fico pensando… Se uma pessoa topa perder dias e noites estudando para encarar um vestibular com esse nível de concorrência, já deve estar bem convicta da carreira que quer seguir.

Se pararmos para pensar, faz sentido, pois vamos passar uma boa parte da nossa vida trabalhando na profissão que nos formamos. Podemos ter família, nos casar, divorciar, mudar de estado, país e até mesmo morrer, que ainda assim estaremos marcados pela profissão que escolhemos.

É óbvio que existem várias pessoas que passam no vestibular para tentar se formar em uma determinada carreira, mas percebem no meio do caminho que não é o que queriam para as suas vidas. Nada impede essas pessoas de deixar o curso e trocar por outro. Conheço pessoas que começaram fazendo direito, depois passaram para o curso de economia e terminaram se formando em física. Curioso, não!? E acredite, não há nenhum mal nisso. Alias, é mais comum e recomendável trocar de curso do que passar o resto da vida trabalhando com algo que não lhe dá prazer.

Também é interessante notar que existem alguns jovens que, por não saber qual carreira seguir, acabam optando por um caminho diferente dos demais. Em vez de fazer vestibular, eles se dedicam a estudar para passar em concursos públicos. A idéia é escolher um curso superior apenas depois de conseguirem atingir uma certa estabilidade financeira e até mesmo maturidade pessoal.

Mas a pergunta que me motivou a escrever esse artigo foi:

“Como faço para saber qual é o curso que mais se assemelha com meu perfil?”

O que lhe dá prazer?

A questão da motivação é algo fundamental para quem vai escolher uma carreira. Pare e reflita: você consegue ficar animado ao pensar que irá passar cinco anos da sua vida estudando sobre uma determinada área profissional? Mais do que isso… consegue se animar ao pensar que irá passar o resto da vida atuando nessa carreira? Entenda a questão da motivação da seguinte forma: você gosta tanto daquilo que faz, que por vezes perde a noção do tempo e das horas. Algumas vezes chega até a trocar uma balada para ficar em casa estudando por livre e espontânea vontade. Veja bem, uma pessoa que é motivada, que sente prazer naquilo que faz, de uma forma ou de outra acaba alcançando o sucesso profissional. Tenho certeza que se Steve Jobs, Bill Gates, Paulo Freire, e até mesmo Santos Dumont (sim, o cara que criou o avião), não se sentissem motivados em suas respectivas áreas, com certeza não teriam sido responsáveis pelas grandes revoluções que criaram.

Encare a escolha da sua carreira como um casamento!

É isto mesmo. Por mais curioso que seja, ao escolhermos nossa carreira, é como se fossemos nos casar. Tal como o casamento é na vida real, há profissionais felizes com sua profissão e outros que preferem “se separar dela” e procurar outra pelo qual consiga se apaixonar novamente.

Por esses e outros tantos motivos, antes de se dedicar a estudar para o vestibular, tenha certeza da carreira que você escolheu. Procure conversar com profissionais da área, leia livros, se aprofunde na sua futura profissão. Quando tiver escolhido, se dedique a estudá-la! Com isso, é só aguardar o sucesso que com certeza virá!

About The Author

Cursando faculdade de Administração de Empresas pela FACER, atua na área administrativa e docência dentro do Terceiro Setor. Tem experiência com divulgação, publicidade, marketing Digital, docência e gestão no terceiro Setor. Também é autor do blog Liberdade Testada e Vale Empreender.

  • http://moraislu.blogspot.com/ Luciane

    Olá! Rômulo!

    Gostei do artigo!

    Fiz minha graduação em geografia – licenciatura, e tinha a certeza que queria dar aula. Mas, quando obtive a primeira experiência, fiquei desmotivada. E pensei – porque eu fiz licenciatura, devia ter feito bacharelado.
    Percebi! Que eu gosto é de pesquisa.
    E que a área que me dar prazer é literatura, então deveria ter feito – curso de letras Vernáculas.
    E agora! Fazer outro curso! ou adequar minha profissão, de forma que eu me sinta feliz!

    Abraço!

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    E mesmo depois de formado vejo muito profissional em dúvida ainda!