Com a crise econômica que enfrentamos em 2008 e 2009, pudemos presenciar várias ações que o governo tomou para injetar dinheiro na economia do país e uma das mais significativas mudanças foi a redução temporária do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de vários tipos de produtos.

As empresas utilizaram televisão, jornais e revistas para nos incitar fortemente a comprar, comprar e comprar. A ação foi de fato um sucesso porque era difícil você ver as grandes lojas vazias. Mas se pararmos bem para pensar, será que o fato dos preços estarem mais baixos é motivo suficiente para você sair às compras sem ter dinheiro e acabar se endividando?

A mentalidade que eles querem que tenhamos

“Pague em até 10 vezes SEM JUROS!!!”


É muito comum ver esse tipo de anúncio nos mais variados tipos de loja por aí. O importante para ela é vender e esperar um pouco para receber o montante total é um preço pequeno a se pagar comparado ao lucro que ela vai ter no total das suas vendas.

Somando a isso o fato de que parte das pessoas que fazem financiamentos, acabam atrasando o pagamento e tendo que pagar juros para a financeira da própria loja (carnês), a vantagem para a empresa é muito grande e a vantagem para o consumidor é muito prquena.

A mentalidade que deveríamos ter

Bom, é complicado falar o que cada um deve fazer com o seu próprio dinheiro. Cada caso é um caso e sempre tem situações e necessidades diferentes. O que vou falar aqui é uma sugestão geral, cabendo a cada um saber as exceções que tem nas suas vidas.

Antes de mais nada, acredito que seja primordial ter uma reserva de dinheiro para casos de emergência e uma poupança para guardarmos o dinheiro para adquirir algum bem que queremos.

A reserva de dinheiro servirá para você não entrar nas dívidas em casos que hajam emergências que gerem despesas extras, grandes ou pequenas. Bons exemplos disso são, dentre outras muitas coisas, despesas médico-hospitalares e problemas mecânicos no automóvel.

A poupança servirá para você guardar dinheiro mensalmente para você adquirir aquela tão sonhada televisão de plasma de 42 polegadas para a sala da sua casa, um automóvel zero km, etc. A idéia é pagar o produto antes de você adquiri-lo e não depois.

Há sim casos que acabamos por não poder fugir das dívidas. Nesses casos é importante não contrair novas dívidas antes de pagá-la por completo. Grande parte dos problemas financeiros da população ocorre por causa desse acúmulo de contas a pagar.

Viva a sua realidade

Outro grande problema das pessoas é que elas não querem viver a sua realidade financeira. Já vi muita gente que ganha R$2.000,00 e quer financiar um carro de luxo em dezenas de prestações. Dois mil reais é um salário muito bom, mas será que condiz com um carro que custa R$70.000,00?

É importante descobrirmos qual é o nosso limite financeiro porque as nossas contas mensais não podem se resumir à apenas um item, tal como o carro.

Não é errado gastar, consumir. Errado é fazer isso sem pensar e sem planejar. Uma excelente fonte de informações sobre o assunto é o site Consumidor Consciente, uma ação da MasterCard que aqui no Brasil está sendo tocada pelos nossos parceiros e amigos Conrado Navarro e Ricardo Pereira do blog Dinheirama. Lá você vai encontrar informações sobre como gastar o seu dinheiro com a consciência limpa.

Fica a dica!

About The Author

Empresário (CEO da agência de comunicação PIBIT) e consultor de tecnologia da informação e comunicação digital, é o fundador e editor do blog Produzindo.net. Se dedica a essa atividade pela paixão que tem pelo lema que tomou para a sua vida: “aprender para ensinar”.

  • Lorivaldo

    Boa tarde a todos.

    Olá Bernardo, tenho acompanhado seu blog todos os dias.
    Parabéns pelo blog.
    Um dos problemas que vejo, é o “ter” antes de pagar, sendo que o correto é pagar antes de “ter”.
    O mais correto ainda é ter um fundo de reserva como a poupança para vc poder comprar a vista ganhando assim desconto no bem adquirido.
    É o velho ditado quem tem dinheiro faz dinheiro!