cortar-gastos-01A resposta pode não ser tão óbvia quanto parece! É certo que devemos nos educar financeiramente para que possamos estipular e atingir as metas que temos para as nossas vidas, mas esses dias eu vi um texto com uma pergunta que uma leitora do Efetividade.net fez ao Augusto Campos e acabei ficando com a pulga atrás da orelha.

Será que é válido deixar de lado o bem-estar emocional da família para manter um planejamento financeiro eficaz? Veja uma parte da mensagem:

“O quanto isso (o planejamento financeiro) tiraria de nós o poder sobre nossos desejos? Ou, quanto isso teria peso sobre nossos planos? Seria apenas mais uma célula de nossas planilhas? Será que pode existir um lado emocional na racionalidade toda da organização pessoal?”

O segredo para o sucesso é se educar financeiramente, dizem muitos especialistas. Mas até que ponto nós podemos nos educar e nos planejar sem prejudicar o lado emocional de uma família? Já ouvi gente que obteve sucesso financeiro falando que o caminho que tomou foi cortar todos os gastos que não são essenciais, mas aonde entra o bem-estar dessas pessoas? E se existissem filhos na jogada, será que seria tão fácil assim deixar de comprar um bom presente para o seu filho no dia do seu aniversário? Ou um flores para a sua esposa no aniversário de casamento?

Planeje o seu dinheiro e a sua qualidade de vida

Como visto no exemplo que eu dei logo acima, algumas pessoas pensam que se educar financeiramente é apenas cortar gastos. Eu considero essa idéia como um erro, já que se você passar muito tempo cortando todos os gastos não-essenciais (dos quais muitos lhe dão prazer e qualidade de vida), há uma grande possibilidade de você jogar tudo pro alto no meio do caminho.

Tenha consciência que comprar coisas que lhe deem prazer é uma necessidade, que também é algo essencial. Só que no meu ponto de vista, precisa haver bom senso casado com o conhecimento necessário sobre como fazer para comprar o que você quer sem destruir seu orçamento. Você precisa planejar essa compra.

Como planejar o gasto (des)necessário

Um dos vícios que eu trago comigo desde que comecei a trabalhar até hoje é o consumismo. Sou fanático por tecnologia e sempre que sai um celular/computador/gadget novo, eu fico mordendo os dedos para tê-lo. Depois de algumas experiências financeiras bem desagradáveis que envolviam financiamentos com prazos a perder de vista, consertei a minha vida financeira arranjando uma forma bem eficiente de ter o que quero e ao mesmo tempo controlar e planejar meus gastos.

A primeira coisa que eu fiz foi montar uma lista com o que eu gostaria de comprar e logo em seguida e colocá-la em uma ordem de prioridade: o que eu mais queria na frente. Como ainda não cheguei ao nirvana de só comprar o que eu puder pagar a vista, coloquei todas as minhas contas no papel e vi quanto do meu salário eu poderia despender mensalmente para pagar parcelas de um parcelamento de algo que eu gostaria de comprar. A meta era ter um valor mensal que eu poderia gastar e em hipótese alguma ultrapassar essa quantia.

Depois que cheguei à essas conclusões e comecei a obedecer as regras que eu determinei, minha vida financeira ficou muito mais saudável. Hoje eu tenho condições de gastar dinheiro com alguns mimos para mim e para a minha família ao mesmo tempo que consigo manter um equilíbrio no meu orçamento.

Tenha em mente que essa foi uma medida que eu tomei para reestabelecer a minha vida financeira, já que casei há pouco tempo e precisei (para um bom andamento do casório) fazer alguns gastos parcelados. Meu objetivo a curto/médio prazo é acabar com essas parcelas e começar a poupar para poder comprar a vista o que a minha família quiser (e puder).

E você?

O que você acha desse questionamento? É possível manter um planejamento financeiro e ao mesmo tempo manter saudável o lado emocional de uma família? Como você faz para suprir essas necessidades? Compartilhe conosco suas idéias!

Gostaria de convidar também o nosso amigo e parceiro Conrado Navarro do blog Dinheirama para também compartilhar conosco as suas idéias sobre o tema.

(créditos da foto para stock.xchng)

About The Author

Empresário (CEO da agência de comunicação PIBIT) e consultor de tecnologia da informação e comunicação digital, é o fundador e editor do blog Produzindo.net. Se dedica a essa atividade pela paixão que tem pelo lema que tomou para a sua vida: “aprender para ensinar”.

4 Responses

  1. Talita James

    Como pessoa compulsiva (diagnosticada e em tratamento) acho que planejamento financeiro é o que GARANTE meu bem-estar. Garante que eu vou poder comprar (e pagar!) tudo o que eu preciso e tenho vontade.

    Meu eu bibliotecário faz com que eu classifique, indexe e catalogue cada sonho de consumo e os organize em uma wish list, que vai se mesclando ao longo do ano com minha planilha financeira. Tudo com muita formatação condicional, cores, negritos e no fim do mês, um troquinho pra prirar em momentos de ansiedade!!! =D

  2. Leonardo Silva Junior

    Ter um controle orçamentário não significa eliminar completamente os gastos desnecessários que, muitas vezes, proporcionam prazer à família (ou ao indivíduo). É preciso encontrar um equilíbrio, que também só é alcançado quando você conhece e controla os seus gastos.

    Em minha opinião não se consegue independência financeira cuidando apenas dos gastos. O primeiro passo é conhecer e controlar as despesas, estabelecendo um orçamento. O segundo passo (e mais importante) é aumentar as receitas. Existem diversas formas para isso, tais como: Investimentos, planejamento de carreira etc.

    Por outro lado a ausência de conhecimento e de um mínimo de controle financeiro traz conseqüências desastrosas. E essas são, muitas vezes, terríveis para a saúde emocional da família.
    Abs,
    ;-)