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Educação

10

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Educação

Hoje iremos falar sobre os dois últimos graus acadêmicos, a livre-docência e o pós-doutorado.

Livre-docência

Livre-docência é um título (stricto-sensu) fornecido por instituições de ensino superior por meio de concursos públicos. É um titulo de excelência de ensino concedido para que a pessoa seja respeitada como professor da instituição. As inscrições são abertas por meio de editais e somente são aprovados para realizar a prova profissionais que já possuem o título de “Doutor”. Cada instituição possui suas próprias regras para o edital.

Após realizar a prova, é necessário desenvolver uma tese e defendê-la perante a uma banca examinadora.

Em algumas faculdades e universidades (como por exemplo as estaduais paulistas) , o título de livre-docência é pré-requisito para a candidatura ao cargo de professor titular. Já nas federais, quando um professor possui o grau de Doutor e existe a vaga, é possível se candidatar ao cargo.

Esse grau acadêmico não é muito difundido no meio profissional. Ao meu ver, serve mais para profissionais que tenham vontade de focar a sua carreira no ensino acadêmico.

Pós-doutorado

Esse é um estágio acadêmico realizado após o término do Doutorado. Caso o profissional deseje continuar suas pesquisas, é comum se inscrever em um “curso” de pós-doutorado. Esse curso é, um estágio acadêmico na instituição, onde o candidado irá se aprimorar como pesquisador em uma determinada área.

Creio que muitos profissionais que terminam o curso de Doutorado, querem continuar a pesquisa que começaram. Nada melhor do que aproveitar essa vontade para se adiquirir um novo grau.

Após a sua conclusão, o profissional terá excelência de conhecimentos no assunto de sua pesquisa. O problema é o tempo que se leva para chegar aqui. Façam as contas: graduação - 4 anos, mestrado - 4 anos, doutorado - 4 anos, pós-doutorado - 1 a 4 anos. Totalizando, 13 a 16 anos de estudos. Supondo que você comece sua faculdade com 18 anos e que não tenha nenhum intervalo entre os cursos, você terá o pós-doutorado apenas com 34 anos. É uma dedicação à carreira muito grande, será que vale a pena?

Finalizamos aqui a nossa série “Terminou a faculdade! E agora?” onde falamos sobre os graus acadêmicos de pós-graduação. Foram abordados: certificações, pós-graduações, mestrados, mba, doutorado, livre-docência e pós-doutorado. Mas calma, não fique triste! Já temos uma nova série no forno para vocês. ;)

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6

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Educação

Doutorado é um dos mais altos graus acadêmicos que existem. Tem por finalidade desenvolver a capacidade individual de pesquisa do aluno em um determinado campo.

Temos no Brasil uma banalização do nome “Doutor” já que para a população que vive em situação de pobreza, qualquer pessoa formada se enquadra no termo. Ainda assim, academicamente falando, há poucos Doutores por ser muito difícil chegar até lá.

Para você poder entrar em um curso de Doutorado, existem pré-requisitos que excluem a maior parte dos interessados. Dentre os mais populares, temos os três a seguir:

  • Mestrado
    Para se ingressar em um Doutorado, é necessário que o candidato já possua o nível de Mestre. Como também não é tão fácil concluir um Mestrado, esse requisito já elimina a maioria dos candidatos.
  • Proficiência em línguas
    Sim, eu não disse errado. “Línguas” no plural mesmo. Muitas universidade/centros universitários exigem prova de proficiência em duas línguas. Para alguém que conseguiu passar no pré-requisito anterior, considera-se que ele deve pelo menos saber uma língua fora a sua língua nativa. Mas não é tão fácil ser proficiente em duas línguas, o que mais uma vez, elimina outra boa parte dos candidatos.
  • Tese
    É necessário apresentar uma tese sobre algum assunto. Essa tese deverá ser validada e aprovada pelo corpo docente.

“O que é uma tese? Uma tese é uma proposta intelectual sobre algum assunto novo, sobre uma idéia que alguém teve. A finalidade da tese é provar essa idéia com argumentações fortes.”

Depois que se ingressa no doutorado, o problema é: você precisa se dedicar muito. A idéia do doutorado é incentivar o profissional a realizar uma pesquisa sozinho e há um longo caminho a se percorrer para provar uma tese. Muitas vezes, dependendo do tema e do empenho da pessoa, ela acaba se alienando para se dedicar exclusivamente a isso.

Certa vez, conversando com um gerente de uma empresa onde trabalhei, ele me falou sobre uma certa resistência que pode existir à um candidato que possui doutorado. Inicialmente achei que fosse por causa do salário (os salários de doutores são geralmente BEM gordos) mas qual a minha surpresa ao descobrir que nada tinha a ver com isso, pelo contrário. Salário nesse caso era o de menos. O problema é que quando você recebe um doutor candidato à uma vaga, você pensa no mínimo o seguinte: “Ele passou alguns anos da vida dele totalmente se dedicando ao doutorado. Será que ele está muito por fora do mundo da tecnologia? Será que ele sabe das novas tendências? Será que ele não está muito alienado?”.

Considero isso um pensamento estranho, mas não saiu da minha cabeça e sim da de um gerente experiente na área. Se uma pessoa pensa dessa forma é possível que outras pensem da mesma forma.

Ingressar em um doutorado é uma escolha que vai trazer muitas consequências na vida de um profissional. Umas boas, outras ruins. É tudo questão de escolha. O que você quer para a sua vida?

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3

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Educação

Dando continuidade à nossa série, hoje falaremos sobre Mestrado.

O Mestrado é um curso de longa duração onde, como todos os outros cursos anteriores, o profissional escolhe um tema em que se tornará especialista. A diferença aqui é o nível de aprendizado que se tem ao término do curso. Durante os anos de estudo será criada uma teoria sobre um assunto de interesse, posteriormente transformando-a em uma dissertação.

O Mestrado também é uma pós-graduação, a diferença para a pós (comentada no na parte 2 da série) é que essa é de nível stricto-sensu enquanto as pós normais são lato-sensu. O objetivo principal do mestrado é tornar o profissional apto à lecionar em faculdades/universidades e a realizar pesquisas na área desejada.

Para se ingressar no mestrado, o profissional deve apresentar ao corpo docente uma proposta de tema para sua dissertação final. Sendo aprovada, o profissional ingressa no curso e começa a frequentar as aulas que normalmente fazem parte do tema escolhido. As aulas tem nível de conteúdo avançado e auxiliam muito no trabalho de conclusão do curso.

O trabalho de conclusão do curso (TCC) de mestrado é um trabalho de pesquisa científica que deve ser apresentado ao final do curso de forma dissertativa. Pode ser realizado através de estudo de caso, de pesquisa de campo, em laboratório, etc. Na sua avaliação, será avaliado se o trabalho realizado no decorrer dos anos está coeso, se o aluno desenvolveu a capacidade de desenvolver um trabalho por si só seguindo regras específicas e por último, se esse trabalho se destaca no seu meio. A banca de avaliação é constituída pelo seu professor orientador e por mais alguns convidados (especialistas no tema escolhido pelo aluno).

Em relação às pós-graduações mencionadas anteriormente, o Mestrado é um curso bem mais extenso e bem mais trabalhoso. Requer mais dedicação aos estudos e um pouco mais de dinheiro para pagar a mensalidade da universidade. Vantagens? O Mestre é tido em grande consideração no mercado de trabalho. São profissionais que sempre têm ofertas de emprego e normalmente ofertas com salários bem gordos.

Ouvi um comentário à uns tempos atrás falando que um profissional que acabou de se formar em Mestrado é mais bem visto no mercado de trabalho do que um profissional que formou a pouco em um Doutorado. Por quê? Veja mais sobre isso no próximo artigo onde irei falar sobre Doutorado.

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30

ago
Publicado por Bernardo Pina na categoria Educação

Nada melhor para inaugurar o novo blog do que mais um artigo da série: “Terminou a faculdade! E agora?”. Hoje iremos falar sobre MBA.

Muita gente não tem nem idéia do que significa a sigla ou do que se trata o curso. MBA é um termo que vem do inglês e significa Master of Business Administration. É um curso voltado para administração de negócios. Foi criado nos Estados Unidos com grau de mestrado (stricto-sensu), porém no Brasil ele é classificado pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) como especialização (lato-sensu).

Uma das grandes vantagens do curso é que ele capacita o profissional a atuar como executivo no seu segmento. O fato do profissional ter um diploma de MBA diz ao empregador que ele tem capacidade profissional para se tornar um executivo na empresa, e isso é sempre bem visto.

É possível escolher uma entre várias áreas de especialização. O curso foca na administração em um determinado segmento de mercado, o que torna o curso mais aplicável para o profissional. Suas principais áreas de especialização são: finanças, ti, marketing, logística, recursos humanos e agronegócio.

Os pré-requisitos para se ingressar no curso variam de instituição para instituição. Há locais que exigem apenas a conclusão do nível médio (o que faz, para mim, perder totalmente a credibilidade). Há outros locais que exigem graduação em nível superior, experiência profissional de 3 anos e entrevista com o profissional.

O custo do curso é alto e varia muito. Mas se pensarmos nos benefícios que ele irá trazer para o profissional e que ele está na mesma faixa de valor de uma faculdade, é um ótimo custo-benefício.

No próximo artigo iremos falar sobre Mestrados. Até a próxima!

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24

ago
Publicado por Bernardo Pina na categoria Educação

Para quem não curtiu muito a idéia de fazer certificações, temos aqui uma opção muito interessante: a pós-graduação.

A pós-graduação é um curso lato-sensu de extensão ou especialização. Com ela, você cria um foco profissional e ganha pontos em relação aos profissionais mais “genéricos” (entenda genéricos como os treinees e júniors).

Mas a final, o que é lato-sensu e qual a diferença para o stricto-sensu? Ambas são expressões em latim. Lato-sensu significa “em amplo sentido” enquanto stricto-sensu significa “em sentido estreito”. Ou seja, os cursos lato-sensu são cursos que cobrem mais amplamente alguns temas enquanto os cursos stricto-sensu cobrem um tema específico onde você irá desenvolver uma tese e defende-la perante a humanidade.

“Tá, mas as certificações comentadas no último artigo também dão um foco ao profissional e costumam ser mais baratas que uma pós.”

Bom, a diferença aqui está em abrangência. A primeira diferença se encontra no fato da pós focar em um tema enquanto a maioria das certificações focam em uma tecnologia, software ou metodologia. Dependendo do curso, a pós pode englobar a tecnologia, os softwares e as metodologias.

Comparando agora a pós com cursos stricto-sensu, veja as vantagens:

  • Duração: a duração das pós, costumam ser de um ano apenas;
  • Carga horária: a carga horária também é bem reduzida. Em média vai de um a 3 dias por semana;
  • Valor: devido a carga horária não ser grande, o curso costuma ser bem mais barato;

Daqui pra frente, em todas as opções de extensões stricto-sensu e lato-sensu, um diferencial que pra muita gente vai ser muito significativo, para outras não vai ser nada. Esse diferencia é a possibilidade de uma pessoa formada num curso de exatas poder fazer uma extensão em humanas.

“Ok, isso é possível. Mas para quê eu vou querer isso?”

Quando você é um profissional de tecnologia, principalmente quando trabalha com consultoria, há a necessidade de você entender mais a fundo o negócio do cliente (sem pegadinhas maliciosas aqui). Por exemplo: se você trabalha como consultor no STJ, seria interessante você entender não apenas de sistemas ou gerencia de projetos, mas também um pouco sobre direito e como funciona o poder judiciário. Existem inúmeras faculdades fornecendo cursos de pós-graduação com essa familiaridade e acredito que seja uma possibilidade que se deva pensar com carinho.

Fazer uma pós-graduação é uma coisa muito boa para um profissional. Só perde espaço para mestres e doutores. As vezes nem isso… Veja mais sobre isso no próximo artigo onde falaremos sobre MBA.

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23

ago
Publicado por Bernardo Pina na categoria Educação

Terminou a faculdade! E agora?

Hoje, há tantas faculdades por aí que ter curso superior não é mais privilégio de tão poucas pessoas. Com isso vem crescendo a competitividade no mercado de trabalho e não dá mais para parar por aí.

Esse é o início de uma série de artigos que trata das diferentes opções que o profissional de T.I. tem para continuar os estudos e melhorar seu perfil. Serão abordados os prós, contras e alguns tipos de cada opção.

Nesta primeira parte da série, iremos falar sobre as certificações.

A certificação é um atestado que diz ao empregador que você está apto para lidar com determinado assunto. Esse atestado é dado por uma empresa especializada e é obtido através de uma prova, normalmente, bem complexa. Fora isso, o preço total para se fazer a prova e conseguir passar (cursos, livros e materiais didáticos) não é lá muito convidativo.

Em contrapartida, ao ver que um candidado à uma vaga tem uma certificação de interesse, o empregador saberá que ele está apto a dar consultorias sobre o assunto. Isso mesmo! Com uma certificação você se torna um consultor e como tal, seu salário será diferenciado dos outros profissionais devido ao seu elevado conhecimento.

As certificações mais procuradas pelos profissionais de T.I. são divididas, basicamente, em 3 áreas:

  • Desenvolvimento (linguagens, arquiteturas, etc);
  • Banco de dados (administração de banco, administração de dados, etc);
  • Organização (métodos de organização empresarial).

Desenvolvimento:

As certificações dessa área são normalmente emitidas por empresas que desenvolveram linguagens. Atestam que o certificado conhece a fundo a linguagem em determinada área. À seguir, alguns exemplos de empresas e suas certificações:

  • Sun: Empresa criadora da platadorma Java de desenvolvimento. Possui várias certificações e a mais procurada é a sua certificação de conhecimentos básicos de java, a SCJP (Sun Certifyed Java Programmer). Essa é apenas a certificação básica e é pré-requisito para as outras certificações: SCJD (Sun Certifyed Java Developer), SCWCD (Sun Certifyed Web Component Developer), SCEA (Sun Certifyed Enterprise Architect), etc. Clique aqui para ver todas as certificações oferecidas pela SUN;
  • Microsoft: Empresa criadora de linguagens, ferramentas e metodologias amplamente utilizadas no mercado. Sua certificação básica é a MCP (Microsoft Certifyed Professional) e é pré-requisito para todas as outras. Clique aqui para ver as certificações oferecidas pela Microsoft.
  • Linux: Esse é um sistema operacional muito utilizado pelos administradores de rede pela sua grande configurabilidade. A certificação básica é a LPI - JLA (Linux Professional Institute - Junior Level Administrator) e algumas avançadas são a LPA (Linux Professional Administrator), LPN (Linux Professional Network) e LPS (Linux Professional Server).
  • PHP: Essa é uma linguagem muito difundida para sites de pequeno/médio porte. É leve, robusta e adequável à muitas arquiteturas, fora ter custo zero. A empresa que fornece a certificação dessa linguagem é a Zend.

Banco de dados:

  • Oracle: É o banco de dados mais conceituado do mercado devido à sua robustez. Além de utilizar o padrão SQL, possui uma linguagem própria de programação (PL/SQL) que serve para fazer blocos de tratamentos de dados, trazendo um pouco da camada de negócio para o banco. Sua certificação básica é a OCA (Oracle Certifyed Associate). Suas principais extensões são a OCP (Oracle Certifyed Professional) e OCM (Oracle Certifyed Master). Além dessas, possui muitas outras certificações avançadas voltadas para assuntos específicos tal como web, finanças e analista de negócios.
  • Microsoft SQL Server: É o banco de dados da Microsoft. É também muito respeitado no meio. Sua principal certificação é a MCSA (Microsoft Certifyed Server Administrator).
  • MySQL: Esse é um banco de dados que tem crescido muito nos últimos anos. Sempre foi muito respeitado para aplicações de pequeno/médio porte, mas com suas novas atualizações e focos, muitas empresas tem começado a optar por esse banco. Atualmente, possui duas certificações: CMDEV (Certifyed MySQL 5.0 Developer) e CMDBA (Certifyed MySQL 5.0 Database Administrator).

Organização:

  • IFPUG: Essa é uma organização especializada em gestão por pontos de função. Ela contem uma base de dados muito grande com dados de produtividade das mais variadas linguagens, arquiteturas e tecnologias. A certificação oferecida é a CFPS (Certified Function Point Specialist), o qual você se torna um especialista em análise por pontos de função. É uma certificação muito interessante para quem tem contato direto com análise de sistemas.
  • ITIL: Essa é uma biblioteca de boas práticas desenvolvida no final dos anos 80 pela CCTA (Central Computer and Telecommunications Agency) e atualmente sob custódia da OGC (Office for Government Commerce) da Inglaterra. Consiste em um conjunto de livros que promove a gestão com foco no cliente e na qualidade dos serviços de tecnologia da informação (TI). Sua certificação básica é a Foundation Certification que visa ensinar o básico do ITIL para o profissional, tornando-o apto para realizar as certificações avançadas (Practitioner Certificate e Manager’s Certificate).
  • Rational: Essa empresa criou um processo de engenharia de sofware chamado RUP. Esse processo é amplamente difundido no meio profissional e consiste em um conjunto de técnicas (voltadas à orientação a objetos) a serem seguidas pelos membros da equipe de desenvolvimento de software com o objetivo de aumentar a sua produtividade. Clique aqui para ir à certificação no site da Rational.
  • PMI: Essa é uma certificação globalmente conhecida dentro da área de Gerenciamento de Projetos. É fornecida pelo institudo PMI (Project Management Institute) e engloba um conjunto de condutas que o profissional deve ter para gerenciar um projeto havendo ganho máximo. São 3 certificações. Sua básica é a CAPM (Certified Associate in Project Management), direcionadas à membros de um grupo de trabalho. As avançadas são PMP (Project Management Professional) e PgMP (Project Managament Profesional).

[updated]Na próxima parte da série iremos falar sobre MBA pós graduação. Até a próxima!

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