Alguns dias atrás, li um ótimo artigo do blog Tribo do Mouse sobre a escolha entre concurso publico e empresa privada. Refletindo sobre este assunto, resolvi publicar as minhas considerações sobre estas duas organizações que são tão distintas, mas ao mesmo tempo são tão parecidas.

Você já parou para pensar que empresas “ruins” também tem seus pontos positivos? Já parou para pensar em quais são esses pontos positivos?

Geralmente, quando nós, funcionários, taxamos nossa empresa como “ruim”, é quando vivenciamos uma (ou algumas) das seguintes situações:

  • Pressão por entrega de resultados em um espaço de tempo cada vez mais curto.
  • Necessidade de possuir conhecimentos, mesmo que simples, em mais de uma área. Por exemplo, se eu trabalho na área administrativa a empresa exige que eu conheça um pouco da área contábil ou de marketing.
  • Exigências extremas em apresentar um serviço bom e de alta qualidade.
  • Dedicação total à empresa ou ao projeto que está envolvido.

Veja bem caro leitor, estes é apenas alguns dos muitos pontos que nós reclamamos das nossas empresas.

Agora vamos parar para analisar com mais calma. Será que se não fosse por estes pontos, nós continuaríamos eficientes, mostrando serviço com entrega de metas diárias impostas pela empresa? Será que se não fosse pela empresa “ruim”, nós dominaríamos mais de uma área de conhecimento e até mesmo duas ou mais línguas? Será que se não fosse pela exigência que a empresa impôs sobre você, aquele projeto que comandou e obteve um grande sucesso teria o mesmo resultado? Será que se não fosse pelos vários defeitos de nossas organizações, nós teríamos a preocupação de estarmos sempre atualizados através de cursos, livros, palestras ou seminários?

Conseguiu entender o meu ponto? Não estou defendendo as empresas “ruins”, estou apenas olhando por um outro lado da moeda.

Agora que já viu os pontos positivos de uma empresa “ruim”, vamos  analisar os pontos negativos de uma empresa “boa”.

Para aprofundarmos mais nisso, vou dar como exemplo o serviço público. Afinal, quem não quer ter estabilidade, um bom salário, bons benefícios e uma boa aposentadoria?

Para ilustrar bem o que estou dizendo, seja honesto consigo mesmo e me diga: será que a estabilidade – algo tão defendido por concurseiros – é realmente uma coisa tão boa assim? Já parou para pensar que essa estabilidade pode fazer você ficar estagnado, parado na sua carreira? Pior… É justamente por terem empregos estáveis em empresas “boas” que muitas dessas pessoas perdem a vontade de aprender, de se desenvolver, e até mesmo de procurar coisa melhor. Afinal, porque procurar um emprego melhor se já tenho um com ótimo salário e grande estabilidade?! Claro que nem todas as repartições publicas são assim, algumas que conheço lembram o regime de gestão de algumas multi nacionais, impondo metas, desafios e objetivos para a sua equipe. Mas cá entre nós, a maioria dos empregos públicos geram em seus próprios servidores uma espécie de “preguiça” em se desenvolver, o que acaba acarretando uma profunda desmotivação que pode se prolongar durante anos.

E você o que acha? A sua empresa é boa ou ruim? E o serviço publico, será que ele é realmente tão bom assim? Dê sua opinião, afinal de contas estamos falando de nossa segunda casa não é mesmo?

About The Author

Cursando faculdade de Administração de Empresas pela FACER, atua na área administrativa e docência dentro do Terceiro Setor. Tem experiência com divulgação, publicidade, marketing Digital, docência e gestão no terceiro Setor. Também é autor do blog Liberdade Testada e Vale Empreender.

  • http://wallysou.com/ wally

    olá, gostei de sua análise, a qual li pelo feed.

    como [ex-]concurseiro e atualmente incentivador e mentor em preparação para concursos, achei interessante sua abordagem nos pontos +/- de empresas/serviço público.

    alguns textos meus já publicados sobre o tema:

    http://wallysou.com/category/series/concursos/

    escrevo basicamente sobre motivação, inspiração e dicas para concursos, mas reconheço que ter um bom salário + estabilidade não significa muita coisa sem realização profissional.

    gde abço.

    blog Desafiando Limites.

    • http://wallysou.com/ wally

      só complementando: conheci um colega que abdicou de um cargo com salário mensal de $12.000 porque não se sentia realizado no trabalho, e era o com estabilidade…

      parece incrível? mas é real, e é por isso que escrevo nos artigos que deve se buscar um concurso que tenha a ver com sua vocação, e não apenas com as cifras do contacheque.

      [ ]s

      • http://www.produzindo.net Rômulo Sousa

        Nossa…realmente uma importante complementação esta que você fez…isso só comprova ainda mais, a tese de que hoje trabalhar apenas por motivação financeira não produz resultados satisfatórios para o profissional.
        Tanto que muitos profissionai colocam em sua lista o fator salario entre o terceiro ou quarto lugar, na hora de se candidatar há algum emprego.
        Muito obrigado pela sua colaboração Wally

  • Ivo Lavor

    Caro Romulo,
    Só pra deixar seu artigo mais preciso gostaria de informar que existe uma diferença entre servidor publico e empregado publico.

    Pelo que eu sei o único que tem a ESTABILIDADE é o Servidor.
    O Empregado público é regido pela CLT assim como o EMPREGADO privado. Assim Funcionários de EMPRESAS públicas “decentes” passam por situações de pressão similares aos das empresas privadas e não têm a tão sonhada ESTABILIDADE.

    ;o)

    Um abraço

    • http://www.produzindo.net Rômulo Sousa

      Ola Ivo, obrigado pela sua colaboração.
      Realmente você está certo, o a estabilidade como destacou, é conferida ao servidor publico, enquanto que o empregado publico, é regido pela CLT e trabalha em empresas públicas e sociedades de economia mista.
      Tae um ótimo tema para um futuro artigo aqui no blog.
      Obrigado

  • http://www.eriksoninfo.blogspot.com Erikson

    Primeiramente quero parabenizar o Rômulo e a equipe pelo excelente blog. Com relação ao tema, foi muito bem abordado pelo Rômulo. O comodismo tem sido um dos grandes problemas que encontramos em nossos dias, não só no ambiente de trabalho, mas no âmbito social em geral (trabalho, família, igreja, relacionamentos, etc). Concordo com o Rômulo que a cobrança das empresas privadas tem seu lado positivo, mas estas também presisam reconhecer e valorizar o profissional que tem nas mãos. Em contra partida não podemos nos dar ao luxo de acomodarmos no trabalho como acontece com alguns no serviço público. Lembre-se que você conseguiu o seu emprego privado ou passou no concurso público por sua competência e capacidade e é sempre bom lembrarmos disso através de nossos atos.

    Parabéns Rômulo,

    Erikson
    Funcionário privado e servidor público.

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  • http://www.wikipt.blogspot.com Felipe Rodrigues

    Eu trabalho no Exército e sei o que estagnar. Realmente, você pensa para que melhorar se vou ganhar a minha promoção daqui a tantos anos?