O Brasil vem passando por uma ótima fase econômica, turbinada pela expectativa de dois grandes eventos que são a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas em 2016. Para muitos, essa é a hora certa de abrir um negócio e virar um empreendedor, afinal de contas agora o Brasil vive um bom momento e a crise há muito não se vê por aqui.

Como não sou diferente de tantos outros que sonham e respiram o ar de ser empreendedor, resolvi abrir meu próprio negócio. Mas quando falo que resolvi abrir meu negócio, digo isso de forma simples, pois tudo ainda se consiste numa idéia que foi tomando força após algumas análises que venho fazendo.

Pensando sobre essa oportunidade de abrir meu próprio negócio, decidi fazer mais. Vou publicar aqui a minha história, um verdadeiro DIÁRIO DE UM EMPREENDEDOR. Na verdade deveria ser chamado “Diário de um aspirante a empreendedor”, já que é só uma idéia ainda.

Mas porque decidi escrever isso?

 

Todos nós sabemos que abrir uma empresa no Brasil não é fácil. Além das dificuldades iniciais, enfrenta-se também os encargos tributários – que em nosso país são uns dos maiores. Assim, através de relatos do meu dia-a-dia, começando pela estaca zero, irei mostrar-lhes meus esforços e dificuldades até chegar ao primeiro dia de vida da minha empresa. Isso irá possibilitar que muitos aspirantes a empreendedores como eu tenham uma noção real – e sem romantismo! – do que é abrir uma empresa, com apenas uma idéia superficial na cabeça.

Através dos meus relatos reais – pois serei aqui a cobaia desse experimento – a troca de conhecimentos será mais ampla e aprofundada, permitindo assim que nossos debates se tornem mais dinâmicos.

Os meus artigos sobre empreendedorismo serão alternados. Por exemplo, hoje posto aqui o início e daqui a duas semanas vou postar alguma evolução ou dificuldade que encontrei. O tema empreendedorismo será intercalado com outros temas.

O inicio de tudo (a empresa como um pequeno embrião)

Para falar a verdade, a idéia de abrir o meu negócio não surgiu agora. Há mais ou menos dois anos que eu tenho essa vontade, vontade essa que aos poucos foi se tornando realidade. Já encontrei inclusive uma pessoa que se mostrou interessadas a investir recursos para financiar o meu projeto.

Mas aí aconteceu algo inesperado: a minha empresa “morreu” antes mesmo de ser aberta. Não por causa de um produto e/ou serviço ruim, mas sim por causa de problemas pessoais (familiares).  Os cinco primeiros anos de uma empresa são vitais, pois uma grande parcela fecha no primeiro ano e muito poucas resistem até o quinto ano. Entrei para as estatísticas!

Isso mesmo, caro leitor, a minha família foi a grande responsável por matar a idéia de abrir o meu próprio negócio. Segundo eles, eu era novo demais e pouco experiente para gerir uma empresa. Temiam que eu me arrependesse no futuro, e hoje vejo que se não fosse pela pressão que eles fizeram naquela época, eu teria passado por grandes problemas, tal como, por exemplo, a crise econômica de 2008, que mesmo tendo afetado o Brasil com menor intensidade, conseguiu fazer bons estragos na cidade onde eu moro.

Havia também aqueles parentes que apenas falavam palavras duras e desanimadoras. Eles não eram realistas, mas sim matadores de sonhos, o que é bem diferente daqueles outros parentes que gostam de você e que lhe dão dicas valiosas sobre o que pode ou não acontecer na vida real, sem mentiras ou invenções.

Passado alguns anos, estou novamente com uma oportunidade de negócio sendo vislumbrada. Ainda não comentei nada com minha família, vou primeiro preparar o plano de negócios e com dados mais concretos irei mostrar o meu projeto para eles.

Mas já refletindo sobre esse assunto, você já parou para analisar que antes mesmo da sua empresa estar de fato aberta, só de comentar a idéia com alguém (parente ou amigo), muita gente acaba te desanimando, injetando uma dose de medo e pessimismo? É claro que sempre existem aquelas pessoas que irão lhe dar conselhos valiosos e sinceros, que falam realmente o que estão vendo, mas quantas pessoas já mataram grandes negócios simplesmente por medo e insegurança?

Como coloquei no título desse texto, essa minha idéia ainda é um pequeno embrião que aos poucos vai se formando até chegar o dia em que finalmente virará uma empresa. Mas como já estou certo do que quero, comecei a tomar algumas atitudes que listo logo abaixo:

  • Estou lendo algumas revistas da área como Exame PME e começando a estudar um pouco mais sobre empreendedorismo e plano e negócios. Utilizo também alguns livros. Cito aqui dois ótimos autores brasileiros que escrevem sobre essa área, que são o José Dornelas e Fernando Falabella.
  • Agora em julho eu vou aproveitar a diminuição do ritmo de atividades no meu trabalho e as férias da minha faculdade para começar a elaborar o meu plano de negócios. Até lá, vou lendo revistas e livros da área, fazendo algumas anotações e pequenos esboços sobre minha futura empresa.
  • Vou começar a elaborar o meu plano de negócios agora em julho. Vou começar só no mês que vem porque já estarei em período de férias na faculdade, e o ritmo no meu trabalho será menor. Até lá, vou lendo revistas e livros da área, fazendo algumas anotações e pequenos esboços sobre minha futura empresa.
  • Ao longo da produção do plano de negócios, quero testar alguns serviços que poderei oferecer. Dentre eles, penso em colocar a disposição da minha clientela uma consultoria empresarial. Analisando essa opção, já andei conversando com um dos meus professores que é consultor e ele me permitiu trabalhar com ele em alguns projetos para que eu possa pegar experiência e conhecer possíveis clientes.

Bem, caro leitor, esses foram os três passos iniciais do meu empreendimento. Encaro isso como uma espécie de pré-gestação, onde aos poucos o ser vivo vai tomando forma e se fortalecendo.

E você, o que acha? Estou no caminho certo? Para que essa série de artigos se torne mais útil e produtiva, conto com a participação de todos nos comentários compartilhando idéias, opiniões, críticas e até mesmo a sua história. Participe e vamos crescer juntos neste fascinante mundo chamado empreendedorismo!

About The Author

Cursando faculdade de Administração de Empresas pela FACER, atua na área administrativa e docência dentro do Terceiro Setor. Tem experiência com divulgação, publicidade, marketing Digital, docência e gestão no terceiro Setor. Também é autor do blog Liberdade Testada e Vale Empreender.

  • http://www.flex.etc.br Daniel Schmitz

    Porque a necessidade tão importante de mostrar para a familia??? Possivelmente a sua mãe quer o seu bem, e isso para ela é você fazer uma faculdade, formar, trabalhar em clt (se for funcionário publico melhor ainda), empréstimo na caixa e casa propria. Depois ter filhos e criá-los. Mas infelizmente o que a a sua mãe quer não é o melhor para você, que deseja mais, muito mais !!! Dê uma lida no blog da improveit pra você entender melhor !!! E boa sorte !!!

  • Ernesto

    Também recomendo o livro Rework, da 37signals.

  • http://www.produzindo.net Rômulo

    Daniel, valeu ae pelo seu comentário, me fez lembrar do livro Pai Rico Pai Pobre, sendo que o pai biológico queria que o filho fizesse faculdade e trabalhasse no serviço publico enquanto o segundo pai, já achava melhor trabalhar por conta própria como sendo seu próprio patrão…Valeu pela sua participação..em relação a importância de mostrar isso pra minha família…acho necessário até pelo fato de ter o apoio deles isso pode me fortalecer sabe, só que dessa vez irei fazer diferente vou mostrar dados concretos e viáveis do meu projeto com isso irei ter mais confiança e firmeza na hora de passar minhas idéias…

    Ernesto valeu pela dica..vou estar procurando esse livro.. .

  • http://www.erikhenrique.com.br Erik Henrique

    Rômulo, fiquei curioso com o negócio que você vai abrir, e agora (31/05/2011) seu negócio como esta?

  • http://www.produzindo.net Rômulo Sousa

    E ae Erik, beleza?, cara tenho ate q escrever um post sobre isso rsrs..mas posso responder a sua pergunta dizendo o seguinte: quando comecei a escrever sobre a empresa aqui no produzindo tinha apenas uma idéia superficial do negócio, hoje ela está mais estruturada, pois já defini o modelo de negócio (no caso uma empresa de internet) e os tipos de produtos e serviços que vai oferecer, além disso já estou estudando alguns concorrentes e traçando algumas estratégias..ainda é algo mais no estilo de esboço, a facul vem tomado bastante o meu tempo para fazer um plano de negócios, mas através do esboço já terei um norte para me orientar quando for fazer um PN.