Há alguns meses pude acompanhar a inauguração de uma loja de eletrônicos e eletrodomésticos em minha cidade. Observei de que forma aquele novo empreendimento era recebido pela população e quais as ferramentas usadas pelo empresário para atrair o consumidor. A empresa já iniciou seu funcionamento com uma grande divulgação em diversas mídias, ótimas ofertas e vários sorteios de brindes, o que despertou de imediato a curiosidade de todos.

Nos primeiros dias as pessoas gostaram das ofertas, viram que os preços realmente estavam bons e realizaram muitas compras. O movimento na loja era grande! Passado algum tempo, notei que a mesma loja estava cada vez mais vazia. As faixas com os preços promocionais haviam sumido, os brindes já não eram mais oferecidos e as divulgações não eram feitas. Com isso pude constatar que a loja apenas atiçou a curiosidade do consumidor e não teve força e nem planejamento para manter o movimento e gerar lucros. Aconteceu que as pessoas deixaram de ver aquela empresa como algo novo, diferente ou melhor do que os concorrentes. Por que?

Planejar é preciso

Sim, é preciso deixar o consumidor curioso. Instigar o público para uma novidade não é pecado, longe disso! Este é com certeza um dos aspectos que devem ser levados em consideração antes de se decidir abrir um negócio. Uma das perguntas básicas a se fazer nesses casos é: o que eu ofereço ao meu cliente que me diferencia dos meus concorrentes? No entanto, estimular essa “atração pelo novo“ deve existir não apenas no início da empresa, deve ser levada como pensamento contínuo. É como pensar no início de um relacionamento amoroso: enquanto o outro é novidade, ou seja, enquanto você vai conhecendo suas características, preferências e peculiaridades, tudo vai bem. Com o tempo, manter o interesse do outro exige mais esforços e criatividade, o que também sugere, vai levar tempo e dinheiro. Veja algumas dicas para lhe ajudar:

  • Estabeleça um planejamento a longo prazo, preferencialmente algum que não gaste toda a sua “munição” logo no início. Pense em atitudes progressivas. Você pode até fazer um grande barulho no lançamento, mas pense se, caso a ação não tenha o retorno esperado, isso não irá lhe fazer falta.
  • Pense com frieza. Quanto você realmente pode gastar para atrair o público? Um alto investimento inicial pode trazer bons frutos, mas é sempre mais prudente contar com a possibilidade de que os resultados não venham conforme o esperado e nem com a rapidez que planejamos.
  • Faça análises de resultados constantemente, para saber afinal quais das ações devem continuar e quais não estão gerando resultado.
  • continuidade às ações pensando nelas sempre como parte de um conjunto, o qual possui um objetivo maior. Ações isoladas e feitas de improviso só irão gastar dinheiro e o que é mais importante: vão gastar o interesse do público consumidor.

No amor e nos negócios

Lembre-se: assim como em um casamento, numa relação de empresa e cliente, se não houver novidades e coisas diferentes que sempre estejam estimulando a relação, corre-se o risco de cair rotina, na mesmice. No caso da empresa, isso pode levar ao divórcio. A diferença é que, neste caso, não existe a possibilidade de separação de bens.