* por Juliana Padilha (Ética Fiscal)

Sabe aquelas pequenas despesas que fazem parte do dia-a-dia? Cuidado com elas! Esses pequenos gastos, mesmo que esporádicos,  podem passar despercebidos e se tornarem grande vilões do seu orçamento.

Conhecidos como gastos fantasmas, esse tipo de despesa (que de fantasma só tem o nome), é tão real que por muitas vezes acaba comprometendo o orçamento muito mais do que os grandes gastos fixos, sendo talvez o grande inimigo do seu bolso. Mas então, como identificar e evitar essas armadilhas?

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O primeiro passo para reconhecer o gasto fantasma é começar a pensar justamente nas compras do dia-a-dia que passam despercebidas. Geralmente, esse tipo de despesa é caracterizada por um valor pequeno, ou alguma compra não programada, feita por impulso. O consumidor olha o produto, gosta e compra, sem pensar. Nas mulheres, por exemplo, entre os gastos mais comuns estão os produtos de beleza, bijuterias, roupas e sapatos. Na maioria das vezes essas compras são muito frequentes e desnecessárias, que a primeira vista não aparentam riscos para o orçamento. Já os homens costumam ter gastos com menos periodicidade, mas em grande valores, como despesas não programadas com o carro, compras de ingressos para eventos e gastos com produtos eletrônicos.

Existem outras despesas, no entanto, que são comuns tanto entre homens quanto em mulheres. Sabe aquele tradicional cafezinho que você compra na ida para o trabalho? E aquela guloseima que você não resistiu e comprou enquanto passava pela lanchonete? Esse tipo de compra diária pode causar um tremendo estrago no seu orçamento, sem que você nem se dê conta disso.

Uma outra armadilha que também pode ser enquadrada nos gastos fantasmas, são aqueles que estão “escondidos” dentro de outros gastos. Ir almoçar no shopping, por exemplo, já implica em despesas como estacionamento e aquelas eventuais comprinhas de coisas que vemos nas vitrines.

Gastos identificados, é hora de começar a se planejar. Um dos principais passos para elaborar um plano de economia é anotar numa planilha todas essas despesas extras não-fixas, desde as mais altas, até as mais baratas. Dados anotados, vem talvez a parte mais difícil: é hora de fugir desse tipo de gasto, evitando as oportunidades de impulso. Uma dica valiosa é, na hora de pensar em comprar algo, questionar a si mesmo se determinada compra é realmente necessária: “Eu realmente preciso disso?”. Essa perguntinha chave pode fazer uma grande diferença no momento de decidir se vai comprar algo ou não. Inclusive, talvez sejam esses pequenos gastos que estejam impedindo você de economizar para fazer aquela viagem dos sonhos ou fazer algum outro investimento que demande um maior tempo de planejamento.

Então, entendeu agora porque nem sempre o aluguel, a conta de luz e as compras no supermercado são os verdadeiros vilões da sua vida financeira?

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