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Modelo da Semco


26

set
Publicado por Bernardo Pina na categoria Administração




Passeando pelo Administradores, achei um artigo muito interessante comentando sobre o modelo de gestão da Semco. Como fã incondicional do Ricardo Semler (dono da Semco), eu não poderia deixar de falar um pouco sobre esse modelo que tanto me agrada.

A gestão da Semco é inteligente e inovadora dando uma série de liberdades ao funcionário, desde que ele faça o que tem que ser feito. No final das contas, é o que importa para quem tem uma empresa e quer ver resultados.

Veja abaixo os principais pontos:

  1. Organograma
    Não existem organogramas formais na empresa. Lá, lidera quem tiver respeito dos seus companheiros. Em casos extremamente necessários, ele é feito a lápis e de forma temporária.
  2. Cargo
    Não há diferenças “sociais” entre um cargo alto e um baixo. Todos são tratados de maneira igual.
  3. Rotação
    De tempos em tempos as pessoas mudam de cargos. A idéia é fazer com que as pessoas aprendam várias funções.
  4. Liberdade
    Aqui, qualquer um é bem-vindo para se expressar e agir. De forma consciente, claro. ;)
  5. Aparência
    Boa aparência não quer dizer nada. Você não é menos que ninguém por não usar terno no serviço, por exemplo.
  6. Autoridade
    Para ter autoridade, é necesário saber usa-la com bom senso. Pressões, medo, grito ou qualquer tipo de desrespeito são considerados como incapacidade de liderança, insegurança ou mau uso da autoridade.
  7. Horário
    Cada um faz o seu horário. Como ja foi dito, o que importa não é você estar em um horário determinado na empresa, mas sim cumprir as suas metas e realizar o seu trabalho. Seja a hora que for…
  8. Férias
    A empresa força os funcionários a tirarem férias. Na sua concepção, não existe ninguém substituível e descansar faz bem à saúde.
  9. Avaliação
    Todos são avaliados por todos. O líder avalia o colaborador e vice-versa.
  10. Ambiente
    Pinturas de paredes, máquinas, plantas ou decorações da área de cada um são decisões que podem e devem ser tomadas pelas pessoas que trabalham no local.
  11. Semcopar
    É o programa de participação de lucros. Todo semestre, cada unidade ganha um cheque. Uma pessoa (eleita por voto direto) recebe o cheque e decide o destino dele.
  12. Tratamento
    Todos são tratados por pessoas, que compõem uma ou mais equipes. Termos como “funcionário”, “empregado”, “subordinado” e outros, não são usados na Semco.
  13. Informalidade
    Festinhas no final do expediente, entrada em reuniões aonde não são chamados e outras informalidades, são comuns na empresa.
  14. Orgulho
    O sentimento de orgulho e de satisfação existem em todos os membros das equipes.
  15. Local de trabalho
    90% da empresa trabalha no esquema de rotatividade de posto de trabalho. Para as pessoas adeptas desse método, é proibido trabalhar dois dias seguidos no mesmo local da empresa.

Como Semler já disse em várias entrevistas, o modelo atual de recursos humanos das empresas está decrepto. A disputa por bons profissionais está cada vez mais acirrada e ganha sempre quem oferece a melhor qualidade de vida no trabalho.

Eu gostaria de tabalhar lá, e você? =D






Quem escreve?
Bernardo Pina
Graduado no curso de Ciência da Computação do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), trabalha como consultor de tecnologia da informação. Também gosta de escrever sobre desenvolvimento pessoal e tecnologia (claro) nas horas vagas.

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2 comentários
Daniel Docki escreveu:
01/10/2007 às 20:10   

to dando uma geral no seu blog, hehehe

legal esse metodo dele, meu pai, pensa como ele…um dia queria fazer um organograma…ele me disse que não quer esse tipo de coisa na empresa, hehehehe, achei estranho, mas por outro lado eu comecei a refletir…e parece bem interessante…mas sempre os seus compromissos devem sempre estar em dia…

é acho que esse modelo de rh seria bem interessante, vou enviar para o meu pai :D

Bernardo Pina escreveu:
01/10/2007 às 23:10   

Lembre-se de uma coisa: nada é aplicável a qualquer coisa. É importante efetuar um estudo de caso na sua empresa para ver como os funcionários agiriam perante a tal modelo. Numa empresa onde a faixa etária é maior, provávelmente esse modelo seria mais difícil de se implantar. Ou então em uma fábrica… Cada caso é um caso. Planejamento é tudo! =)



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