Você já parou pra pensar na quantidade de conteúdo publicitário que recebe durante o dia? São propagandas e anúncios que vão desde a nova sandália da Xuxa até informes de saúde pública. Aonde quer que você vá sempre haverá alguma propaganda, mesmo em locais de aparente privacidade como os banheiros públicos aonde pode-se deparar com peças da Coca-cola e Ford, por exemplo. Esse é um ponto ainda pouco explorado pelas agências nacionais, mas é palco de criativas e bem humoradas campanhas internacionais. Através da publicidade, os meios de comunicação de massa incentivam o consumo gerado pelo grande poder que a mídia jornalística possui para divulgar a importância de se consumir algum serviço novo ou um produto que está na moda. Essas informações chegam até nós como um bombardeio e, seja identificado como informação publicitária ou não, deve seguir preceitos éticos nessa denominação para não enganar o público consumidor.

A diferença entre o que eu quero e o que preciso

Às vezes não importa se queremos comprar algo que não precisamos… acabamos comprando! É aqui que entra o nosso poder de escolha, o poder de julgar se aquilo que está sendo divulgado é realmente necessário ou supérfluo. A falta dessa observância leva muitas pessoas a se atolarem em dívidas e extensos financiamentos. Isso sem contar os compradores compulsivos ou os que se sentem menores por não se enquadrarem nos padrões estabelecidos pela chamada “indústria do consumo”. Convenhamos que consumir é bom, mesmo que seja algo sem necessidade real, mas que nos traga satisfação ou sentimento de enquadramento na sociedade. A questão não é consumirmos em quantidade, mas observar se essa quantidade está de acordo com nossos rendimentos e necessidades.

Planeje seus gastos

Um dos meus hobbies prediletos é assistir a filmes e já me peguei muitas vezes exagerando nos gastos com locações para assisti-los em casa. Entretanto, eu não percebia que boa parte do meu dinheiro estava sendo gasto com isso, pois eu não tinha controle algum sobre os meus gastos. Resolvi então me planejar! Vale lembrar que quando falo em planejamento, não significa que devemos nos prender a planilhas de Excel contendo extensas tabelas com todos os nossos gastos, num esforço absurdo pra cortar os mesmos e nos privando daquilo que nos faz bem. E é claro que eu também não poderia continuar metendo os pés pelas mãos como estava fazendo. A solução foi o equilíbrio. Hoje em dia, quando recebo meu salário uso uma metodologia antiga, mas que funciona. Trata-se do “pague-se primeiro”.

Por exemplo, se você recebe um salário de R$ 510,00, antes de qualquer coisa, retire desse salário uma certa quantia para poupar. O que sobrar desse valor é o que você usará no seu dia a dia para pagar alguma despesa, o que inclui não só obrigações mas também o lazer, desde que você estipule um valor máximo para esse gasto. No meu caso, gasto com lazer em torno de R$8,00 a R$15,00 por mês. Se discipline lembrando que este é um valor fixo e não pode ser ultrapassado.

Repare bem que eu não deixei de fazer o que gosto, apenas passei a gastar de acordo com minhas condições financeiras. Tente equilibrar sua vida de consumo de acordo com sua vida financeira, para que as duas andem juntas e ambas te tragam bem estar e felicidade. Consumir é bom, mas consumir com equilíbrio e controle é melhor ainda.

(créditos da foto para flickr:Pianoman75)

About The Author

Cursando faculdade de Administração de Empresas pela FACER, atua na área administrativa e docência dentro do Terceiro Setor. Tem experiência com divulgação, publicidade, marketing Digital, docência e gestão no terceiro Setor. Também é autor do blog Liberdade Testada e Vale Empreender.

  • Guilherme

    Interessante post, mas gastar só R$8,00 a R$15,00 por mês com lazer não seria exagero?

  • Rômulo

    Valeu pela participação Guilherme:
    Citei esses valores apenas como exemplo, mas realmente seria um exagero, agora isso vai de cada pessoa, pois acredite existe pessoas que ganham apenas um salário minimo e gastam bem mais do que R$ 8 a R$ 15,00.