* por Pilar Diniz

Todas as empresas, sejam de pequeno, médio ou grande porte, precisam de um gerenciamento financeiro para sobreviver, bem como investir em outros setores, como marketing, desenvolvimento e atendimento, por exemplo. Um dos pontos cruciais para o setor financeiro é o fluxo de caixa, tradução em português para o termo cash flow, que é dividido pelos chamados fluxos financeiros, divididos em três fases: custos de investimentos, custos operacionais e operações financeiras de capital ou tesouraria. O objetivo da gestão de todos estes fluxos é monitorar a situação financeira de uma determinada empresa e analisar a chegada de um ponto de equilíbrio.

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O fluxo de caixa se refere à entrada e saída de dinheiro com a venda de produtos ou serviços. O controle do capital deve ser realizado com frequência, se possível diariamente, para que a empresa não tenha consequências que possam prejudicar a existência dela. Os furos, que podem ser ocasionados por um gerenciamento falho ou por desvios humanos que permanecem silenciosos até a sua descoberta, acabam gerando problemas com dívidas, impostos, pagamento de funcionários, rentabilidade, despesas fixas, despesas variáveis, reposição de estoque, lucros e custos operacionais, o que é refletido e percebido de maneira indireta aos fornecedores e consumidores finais.

O controle do fluxo de caixa permite que empreendedores possam tomar decisões com precisão, planejando o futuro do negócio a curto, médio e longo prazo, estabelecendo um planejamento de gastos para o ano em curso e metas para o ano seguinte. Com isso, é possível se antecipar ao que se refere a investimentos, contratações e ampliações. Este controle pode ser realizado por meio de softwares e planilhas próprias que facilitam a vida do gestor e garantem a correta distribuição, através de relatórios gerenciais, dos dados referentes à movimentação de caixa, movimentação de conta corrente, despesas, custos, tributos, salários e impostos.

Existem dois tipos de fluxos de caixa. O primeiro deles é chamado de outflow, que se refere às saídas de capital da empresa e deve estar previstas no planejamento estratégico inicial do negócio antes da abertura da empresa. Outflow são todas as movimentações feitas com a finalidade de se realizar investimentos, como, por exemplo, os empréstimos bancários. Já o inflow, se refere à todas as entradas de recurso do caixa da empresa, sendo estes montantes provenientes da comercialização de produtos ou serviços, sem ser descontados os gastos e as despesas operacionais. A comercialização pode ser feita para fornecedores ou consumidores.

O monitoramento constante do fluxo de caixa permite analisar os resultados e evitar a demora na descoberta de falhas no gerenciamento financeiro. Com um relatório correto, as empresas conseguem planejar e executar investimentos no negócio, nos recursos palpáveis e no quadro de funcionários, repor o estoque, negociar com fornecedores, bancar despesas fixas, agendar pagamentos variáveis, saber a hora de ampliar as vendas e a variedade de produtos ou saber a hora de desistir de alguma coisa para não quebrar o negócio. Muitas empresas vão à falência por venderem demais e não de menos, o que acaba gerando buracos na gestão.

Buscar o aclamado ponto de equilíbrio é missão de toda a empresa que resolve entrar no mercado competitivo. Este ponto de equilíbrio, em termos de fluxo de caixa, diz respeito ao saldo líquido, ou seja, o que sobra depois de todas as contas pagas. Quando o saldo final é positivo, significa que a empresa está conseguindo se manter e possui rentabilidade para continuar em frente. Quando o saldo final é negativo, significa que a empresa está tendo gastos excessivos e precisa diminuir custos e falhas para obter entrada de verba no caixa, o que é necessário para a sua sobrevivência.

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