Você já chegou ao ponto em que tem tanta coisa para fazer, que acaba não fazendo nada? A algum tempo, publiquei um post no Blogarte (meu outro blog sobre estratégia para blogs) em que um leitor veio me perguntar como poderia melhorar o seu gerenciamento do tempo para conseguir atender à todas as necessidades de um blog (criar novos textos, moderar e responder comentários, monitorar e melhorar a infra-estrutura, fazer e manter contato com outros blogueiros, etc., etc., etc.). Bem, esse é um problema que tenho enfrentado nos últimos tempos, pois estou em um momento da minha vida em que estou com foco no meu lado profissional, e tenho que me virar para manter meus blogs vivos.

Aproveitando o gancho, a questão que eu quero levantar aqui não é como conseguir manter um blog e um trabalho conturbado, mas sim como conseguir viver e ainda assim realizar todas as infinitas atividades que temos que fazer para as mais diversas áreas da nossa vida. No meu caso, estou afogado em atividades profissionais e tendo que arranjar tempo para meu lazer e para minhas outras atividades (meus blogs). Mas outras pessoas vivenciam a mesma situação, com outros afazeres, e as dicas que podem ser dadas valem para qualquer um.

Como, então, viver e ainda assim fazer tudo o que temos que fazer?

Antes de mais nada: defina prioridades

Você tem várias coisas para fazer. Umas mais importantes e outras menos importantes. Você precisa definir uma estratégia para concluir essas atividades e para isso, você precisa definir o que é prioridade.

Para isso, eu utilizo uma sistemática bem simples. Todas as minhas atividades tem prioridades que variam de 1 a 5:

  1. Urgente – Tem prioridade total sobre todas as outras atividades. Por esse motivo, nunca classifico mais de uma atividade como urgente. Se eu o fizer, não terei uma sequência pronta de atividades a serem realizadas, pois ficaria na dúvida sobre qual das atividades aqui enquadradas eu iria realizar primeiro. Ou seja, não teria uma prioridade definida. Sendo assim, defina sempre apenas uma atividade como urgente.
  2. Importantíssimas – São as atividades que se enquadrariam como urgentes, mas tem menos prioridade/importância do que a atividade classificada como prioridade 1. Recomendo que poucas atividades sejam classificadas como importantíssimas, pois apenas o nível 1 e 2 de prioridades levantam a bandeira vermelha para mim, informando que se as atividades enquadradas nesses níveis não forem realizadas a tempo, alguma coisa muito ruim vai acontecer.
  3. Importantes – São atividades que têm que ser realizadas a tempo, mas que tem um prazo um pouco maior ou que ninguém vai morrer se o prazo for estourado.
  4. A fazer – São aquelas atividades que não tem prazo definido.
  5. Quando der – São aquelas atividades que podem ser realizadas apenas quando eu tiver tempo para realizá-las. Muitas atividades ficam presas nesse nível durante muito tempo, mas estão sempre lá e um dia eu acabo as realizando.

No pain, no gain (sem dor, não há ganhos)

Não adianta, as coisas não caem prontas no nosso colo e o mundo não é feito de arco-íris. Temos atividades a serem feitas e temos que fazê-las. Com o sisteminha proposto acima (modifique-o segundo suas necessidades, se assim o desejar), você terá uma lista de prioridades. Resta agora colocar a mão na massa e começar a realizar as atividades a que você se propôs a realizar.

Comece o quanto antes, e você poderá terminar mais cedo do que imagina.

Aproveite os curtos espaços de tempo

No decorrer de nossas atividades diárias, há muitos espaços de tempo que são curtos o suficiente para não valer a pena fazer a próxima atividade da lista, mas longos o suficiente para você começar a desenvolver uma outra atividade não-prioritária. Você já parou para pensar nisso?

Neste exato momento em que escrevo esse texto, é isso que está acontecendo comigo. Eu estava desenvolvendo uma atividade e concluí a sua primeira etapa. Para passar para a etapa seguinte, preciso esperar a finalização da execução (automática no sistema) de uma tarefa. O tempo que eu estou esperando já está na casa de 30 minutos, tempo suficiente para começar o desenvolvimento desse texto.

Se não fosse por esses pequenos intervalos, não conseguiria parar para escrever um texto. Percebe?

Finalizo esse tópico com uma pergunta: na última semana, quantas brechas de tempo você teve no decorrer dos seus dias? Quantos minutos (ou horas) você poderia ter gasto para fazer alguma atividade e ao invés disso ficou de papo com seus colegas ou navegando na internet? Pense nisso.

About The Author

Empresário (CEO da agência de comunicação PIBIT) e consultor de tecnologia da informação e comunicação digital, é o fundador e editor do blog Produzindo.net. Se dedica a essa atividade pela paixão que tem pelo lema que tomou para a sua vida: “aprender para ensinar”.