Ela saiu pra comprar um chocolate e voltou com um par de botas. Não, não se trata da minha irmã, namorada, mas sim de Becky Bloom, a personagem de um filme aparentemente inocente, mas que nos leva a pensar em situações de nosso cotidiano. O filme “Os delírios de consumo de Becky Bloom” me levou a reflexões interessantes sobre as finanças pessoais e o exagero no consumo de qualquer pessoa.

 

Comédia, economia e consumo

O filme é uma comédia que se baseia na vida de uma jovem consumidora compulsiva que se deixa dominar totalmente pelas compras e, conseqüentemente, sofre com as dívidas. Isso me levou a refletir sobre a quantidade de vezes que compramos algo por impulso, coisas que talvez nunca precisemos mas que acabamos comprando.

Uma das cenas que mais me chamou a atenção foi a que a personagem se vê atolada em dívidas e fica decepcionada com as lojas. Na hora da compra a tratavam como uma “rainha” e agora, cheia de dívidas, não paravam de telefonar cobrando. Quantas vezes não passamos por isso? Quantas vezes não somos levados a acreditar que somos os “reis e rainhas” de determinada loja, mas o feitiço logo se quebra quando nos ligam cobrando, mesmo que alguma parcela tenha se atrasado por apenas um dia?

Outra questão importante que foi bem abordada pelo filme, foi demonstrar o quanto pode ser perigoso consumir por impulso. A própria personagem fez questão de mostrar isso, pois não tendo dinheiro para pagar as suas dívidas, se via obrigada a inventar inúmeras mentiras para os cobradores que a procuravam. E aconteceu pior: por não saber controlar seu impulso por compras, acabou perdendo seu emprego, seu namorado e sua melhor amiga.

Realidade na tela

Creio que muitas pessoas se encontram ou já se encontraram na mesma situação da personagem. Tem algo no seu armário que você nunca usou ou usou poucas vezes? E numa situação extrema, já pensou em perder seu emprego e até seu namorado(a) por comprar demais?

Talvez, caro leitor, você considere isso tudo um exagero da minha parte. Mas pare e reflita um pouco sobre como as pessoas agem e você irá perceber que uma grande quantidade das atitudes tomadas por eles – e por todos nós – têm como única finalidade o consumo.

No amor e nas finanças

Eu particularmente já conheci dois casais que se separaram porque um dos cônjuges consumia demais. Essa pessoa pouco ligava para as dívidas e quem arcava com as mesmas era o parceiro(a). Relacionado a esse tema, o escritor Gustavo Cerbasi, um grande especialista em finanças pessoais, escreveu um livro dedicado às finanças de um casal. O livro virou um Best Seller no Brasil, o que comprova que o problema do consumismo não é algo tão imaginário assim, pelo contrário: ele traz perdas muito mais dolorosas do que apenas algumas dívidas.

Assista ao filme e reflita sobre a história. Veja se você não está caminhando para algo parecido ou não conhece alguém que pode estar passando pela mesma situação. O livro também é uma ótima opção, best-seller nos Estados Unidos.

Não se esqueça de contar pra gente as suas percepções!