Confesso que até ontem, eu tinha um conceito errado de leitura dinâmica. Relendo um trecho do livro “Você está louco?” do Ricardo Semler, achei os seguintes parágrafos:
“Como eu tinha essa sede insaciável por leitura, fiz um curso aos 17 anos que me marcou bastante. Tinha tudo para ser um pega-trouxa: ‘leia 100 páginas por hora em apenas 90 dias’. Inscrevi-me, volúvel que era. O curso se baseava num conceito apenas: o de que a nossa velocidade de leitura está adstrita à nossa capacidade de falar cada palavra.
Ou seja, mesmo lendo de forma silenciosa, em nosso cérebro vocalizamos cada palavra. Assim, a velocidade máxima de leitura fica na faixa das 30 páginas por hora. Se por outro lado, aprendêssemos a olhar cada palavra como se fosse uma imagem, esse constrangimento de velocidade desapareceria. A palavra ‘cavalo’ traria à mente o bicho em si e não seria necessário verbalizar as três sílabas. Palavras de conexão e adjetivos seguiriam o raciocínio de que a simples visão daquela palavra remeteria a seu sentido. Isso se somava ao uso do dedo para forçar uma velocidade de leitura, algo similar a um metrônomo, usando o pé para imprimir o tempo.
Eu era jovem e facilmente impressionável - hoje dificilmente acreditaria nessa explicação - e fiz o curso inteiro. E não é que passei a ler 100 páginas por hora?”
Quer dizer então que esse é o segredo da tão falada leitura dinâmica? A técnica que eu conhecia era uma técnica de leitura seletiva, onde você passa os olhos rapidamente pelas frases não lendo todas as palavras, mas sim captando a idéia que o texto quer transmitir. Essa técnica é muito útil, mas é muito falha pois pode deixar passar importantes aspectos do texto sem que notemos.
A partir de hoje, estarei treinando a técnica de leitura mencionada no texto. Creio que seja difícil no início, mas encaro isso como uma reaprendizagem da leitura. É como se eu fosse começar do zero. Já me considero um ávido leitor (leio em torno de 60 páginas por hora), mas como meu tempo anda cada vez mais escasso, aprender a ler mais rápido é tudo o que eu preciso.
Mãos a obra!

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de “Você esrá louco!” de Ricardo Semler.