Por Mirian Nasser (Tudo Sobre Secretariado)

Fale a verdade. Quantas vezes você não concordou com alguém só para não desagradar, para não ser deselegante ou para não criar polêmica?

Muitos professores nos ensinam que, muitas vezes, podemos duvidar do que está escrito nos livros, pois mesmo tendo sido redigido por um autor já consagrado, não garante que ele esteja com a razão naquele tema em específico. Afinal, tanto professores como escritores, podem sim cometer erros.

Você já ouviu a clássica frase “aqui o funcionário não é pago para pensar e sim para trabalhar”? Se ouvir essa frase no local aonde você trabalha é comum, pense se você está na empresa certa.

Costumo brincar quando digo que, ao lermos alguma coisa, temos de acreditar, desconfiando. Principalmente agora, em tempos de internet, onde se encontra centenas de versões e idéias sobre um mesmo assunto.

É comum lermos ou ouvirmos algo que não nos convenceu, mas temos receio de duvidar ou discordar daquilo que foi lido ou dito por inexperiência ou por não sabermos qual é a resposta correta. A única certeza de que temos é que aquilo não é verdade. O problema é que muitos não sabem argumentar, convencer ou mostrar com clareza o que é correto.

Segundo o famoso filósofo francês René Descartes, “existe, porém, uma coisa de que não posso duvidar, mesmo que o demônio queira sempre me enganar. Mesmo que tudo o que penso seja falso, resta a certeza de que eu penso. Nenhum objeto de pensamento resiste à dúvida, mas o próprio ato de duvidar é indubitável”. Sua famosa frase, “penso, logo existo”, (do latim “Penso, cogito, logo existo, ergo sum”) nunca foi tão apropriada como nos dias de hoje. Descartes acreditava que “o sujeito pensante e suas ideias era o fundamento de todo o conhecimento”.

Nunca se ouviu tanta mentira, tanta bobagem, tanta gente tentando nos enganar e levar vantagem em tudo. Se pelo menos uma pessoa duvidar, desconfiar e ter senso crítico, poderá formular uma posição a respeito da situação atual e se manter imune a tudo isso, evitando ser enganada.

“Penso, logo existo”. Quando li essa frase, na adolescência, pela primeira vez,  pensei: “Que estranho!  Quem escreveria uma frase tão óbvia como essa?”.  Afinal, como todos sabem, o homem se difere dos outros animais justamente por ser o único animal racional. Assim,  por ter a capacidade de pensar, tem consciência de sua existência. Depois eu refleti mais sobre o assunto e concluí que, realmente, apenas quem pensa, quem tem idéias, sustenta seu ponto de vista e ainda é original, sem dúvida nenhuma, se destaca no meio em que vive.  Afinal, são essas pessoas que se diferenciam das outras, que têm voz ativa e que realmente existem e são reconhecidas e valorizadas.

Não distorça essa frase para “eles pensam, sem eles não existo”.

Tem muita gente que repete o que leu ou ouviu na mídia, mas, sem dúvida, são poucos aqueles que conseguem interpretar a notícia nas entrelinhas e perceber, não por achismo, mas por comprovação dos fatos, se o fato é realmente verdadeiro ou não.

Se, por acaso, você assistiu a uma palestra com um profissional renomado, que abordou um tema polêmico e interessante, mas que infelizmente você não gosto, tente descobrir o motivo. Não é porque todo mundo admira aquele palestrante que você também deve fazer o mesmo.  Não se sinta constrangido (a) nem diferente (como se fôssemos obrigados a ser igual a alguém) por não se interessar por determinado assunto que todo mundo gosta.

O que se pode fazer se algumas informações não lhe acrescentam nada? Isso vale para tudo: livros,  palestras, cursos, filmes, peças de teatro, música, debates com amigos, etc.

Não se esqueça que todos nós temos opiniões próprias, gostos e interesses variados; portanto a escolha de cada tema só fará sentido ao nosso conhecimento e desenvolvimento se proporcionar alguma mudança real em nosso jeito de ser.

Por isso, quando seus amigos e conhecidos não lhe recomendarem certos programas culturais por não terem gostado e, mesmo assim, você sentir vontade de assistir, vá! Você poderá se surpreender com o que assistiu e, certamente, sendo favorável ou não, sua opinião poderá ser diferente a das outras pessoas. Nada impede  que você ouça a opinião dos outros, mas é importante você fazer a sua própria análise.

Quem não conhece as notícias e comentários, quase sempre negativos, que são divulgadas pelo rádio e televisão? Aquelas fofocas e boatos que alarmam e denigrem a imagem de funcionários e da própria empresa? E daqueles colegas de trabalho que são taxados “disso ou aquilo” pelos desafetos ou pela concorrência de plantão, sendo que muitas vezes, se verifica de que nada daquilo é verdade.

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