Dando continuidade à série de planejamento de viagem, chegamos em um ponto que, nas minhas viagens, eu tomo bastante cuidado! A alimentação. Nada mais chato do que ficar contando o troco do pão pra poder comprar um café, viu?! E quando estamos viajando, nos dispomos a conhecer outra cultura, mesmo dentro do nosso país. É sair da nossa rotina, dos nossos hábitos para nos entregarmos às novidades! E a comida diz muito sobre um local!



Novamente, não vou explicar aqui sobre como planejar ou escolher as melhores opções para fazer suas refeições, mas sim dar dicas de como orçar os gastos com essa parte tão importante da viagem. Aí, num outro momento, a gente vai poder escolher os locais, definir cardápios, etc.

Já tá com água na boca? Ótimo! Mas primeiro, vamos separar o dinheiro no bolso!

Manja que te fa bene!

Cada destino de viagem vai ter um atrativo, um diferencial, quando o assunto é comida. Lembra quando falamos sobre a escolha do destino? Então. É importante levar a alimentação em consideração também!!! O bom é que, se você ainda não considerou isso, dá tempo de rever aí seu planejamento de viagem!

Quando falamos de planejamento financeiro da parte de alimentação, podemos levar em consideração aquela mesma regrinha que usamos para o planejamento da compra de passagens. Lembra? Não? Então clique AQUI!

O único momento da alimentação em que não faz mal colocar uma “gordurinha” a mais é justamente no planejamento financeiro! Afinal de contas, se você planejar gastar mais, e no fim das contas gastar menos, você está no lucro.

Tenha em mente que em viagens a lazer você pode variar muito o estilo da sua alimentação, tanto de um dia para o outro, quanto em comparação à sua rotina.

É normal querer conhecer os melhores bares e restaurantes da cidade, assim como também é muito bom conhecer aquela comidinha caseira, do self-service da esquina.

Então, minha sugestão para fazer as contas é a seguinte:

1) Pesquise. Pesquise os preços dos restaurantes da cidade. Considere até o preço de fast food, nessa hora! Se informe sobre os preços mais altos e mais baixos. Aproveite este momento para separar informações sobre os restaurantes que te chamaram a atenção. Na hora de escolher o melhor tipo de alimentação para cada momento, ou até mesmo de definir o seu roteiro de viagem, essas informações serão valiosas! Inclua valores de bebidas na sua pesquisa!

2) Calcule um valor médio, com o qual é possível um adulto se alimentar bem, tanto para almoço quanto para jantar. Para crianças, considere 2/3 desse valor.

3) Faça as contas: quantos adultos? quantas crianças? quantos almoços e quantos jantares? Multiplique e anote esse valor: esse é mais um que irá compor a quantia que iremos correr atrás!

Não se assuste! É muito provável que você ache o valor das refeições um pouco alto. Na última viagem que meu marido e eu planejamos, por exemplo, o valor médio que encontramos para as refeições foi de R$ 40,00 reais por pessoa, R$80,00 a conta média para cada almoço ou jantar do casal.

O que acontece é que nem todos os dias nossas contas chegaram a este valor. Algumas refeições, considerando bebidas e sobremesas, chegaram a R$50,00. Uma delas chegou a 120,00! Entendem? A gente acaba economizando, sem querer, em algumas refeições. E também, sem querer, se excedendo em outras. Por isso, não se assuste com o valor médio das refeições!

Lembre-se de incluir nos seus cálculos a gorjeta. Aqui no Brasil, o costume é de se pagar os famosos 10%. Em outros lugares do mundo, este valor pode variar bastante. Pesquise o hábito de gorjetas do seu destino e curta suas refeições sem dor de cabeça!

Mas existem ainda outras coisas a serem consideradas. Por exemplo: se você for ficar hospedado em uma pensão ou albergue que ofereça espaço para cozinhar, ou na casa de amigos, uma possibilidade é preparar alimentação em casa.

Neste caso, recomendo que você pense da seguinte forma: quanto você gasta em supermercado com produtos voltados para alimentação? Divida o valor da compra mensal por 30, e multiplique o valor pelo total de dias da sua viagem. Esse cálculo é especialmente válido principalmente se você for viajar com as pessoas que já moram com você, e dividem os mesmos hábitos alimentares.

Caso as pessoas sejam outras, à titulo de estimativa, divida o valor das suas compras mensais por 30 e sem seguida pelo total de membros da sua família. Esse é o valor para “compras de mercado” por dia, por pessoa. A partir daí você pode multiplicar o valor pelo total de dias e pelo número de pessoas envolvidas na viagem!

Mais a frente, falaremos o porquê de escolher e o porquê de não escolher cada tipo de alimentação, como preparar uma boa lista de compras para as férias, e outras dicas.

Há ainda uma opção de “estoque” de alimentação: muitos hotéis e pousadas oferecem lanchinhos nos quartos. Pode ser que o lanche oferecido te agrade, pode ser que não. Se você costuma comer alguma coisa que geralmente não é fornecido no minibar (frutas, por exemplo), você pode fazer uma pequena compra de lanches também. Como regra, sugiro que você calcule o seu gasto diário com essas coisas, e aplique a regra de multiplicar pelo número de dias. Apenas se contenha na hora de comprar por um motivo: você está de férias, e é muito provável que o seu hábito alimentar seja suspenso por uns dias. Você está em outra cidade e pode querer experimentar outros costumes!

Há ainda que se considerar as refeições “intermediárias”, por assim dizer, que você muito provavelmente fará durante os seus passeios. Quem vem ao Rio, por exemplo, acaba conhecendo as comidas típicas de praia (o queijo coalho, o mate gelado, o camarão, as empadinhas… ai, dieta!) e isso faz parte do seu passeio! Se sentir vontade, não se prive! Considere um valor para lanchinhos no seu orçamento. Minha experiência pessoal: 1/4 do valor que você definir para refeições. Sua refeição média é 40 reais por pessoa? Tente reservar 10 reais por pessoa para lanchinhos (incluindo-se aqui aquela água bacana, o cafézinho, etc) em cada passeio pela manhã ou tarde que não tenha por objetivo uma refeição! E não se assuste (mais uma vez) com o valor. Em alguns passeios pode ser que você não tenha tempo ou vontade de experimentar a culinária local. Em outros, pode ser que você acabe até exagerando… Não fique com peso na consciência na hora de lanchar e não vá ficar com sede só pra economizar, né?

Seguindo essas orientações não tem como passar vontade no quesito comida durante a sua viagem. Só não vale depois vir culpar o produzindo.net pelo estrago na dieta! Planeje e divirta-se!

About The Author

Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (UnB), atua nas áreas de gestão da qualidade e gestão da informação desde 2006. Interesse em gerência de projetos, gestão do conhecimento, sistemas de gestão da qualidade, biblioteconomia, restauração de documentos e (claro!) livros e literatura. Muito abrangente? É o poder do profissional bibliotecário, que funciona de A a Z.