Ainda no sentido de prever os gastos da viagem dos sonhos, no texto de hoje vamos falar sobre a provisão de recursos para os passeios. Afinal, pode ser que seu objetivo de viagem seja curtir a quietude do seu quarto de hotel. Mas pode ser que você queira visitar os pontos turísticos mais famosos. E aí? Como saber quanto você vai gastar e planejar este gasto?

Quais passeios?

Bom, se você está planejando a viagem dos seus sonhos, acredito que você já saiba alguma coisinha sobre o destino, né? Com certeza alguns aspectos do destino te chamaram a atenção e foram decisivos para a sua escolha. Tenho certeza também que você já sabe, sem nem mesmo ter escolhido os passeios ou ter montado uma agenda (como faremos futuramente), quais os pontos turísticos que você deseja visitar ou passeios indispensáveis.

Não quero discutir neste momento se você vai visitar os pontos turísticos famosos ou aqueles locais menos conhecidos. Mas atentar para aqueles que você já sabe que são essenciais para você nesta viagem.

Vou tomar como exemplo uma experiência pessoal. Na primeira vez que vim ao Rio de Janeiro com o meu marido (na época, namorado), nós percebemos que, apesar de sermos ambos cariocas, não conhecíamos nenhum dos pontos mais famosos. Mas também não conhecíamos várias outras coisas que ouvíamos tanto de nossos pais e avós e que não são pontos tão turísticos assim.

Dentre os pontos famosos, listamos o Cristo Redentor, o MAC, o Jardim Botânico, Pão de Açúcar, Arcos da Lapa, Confeitaria Colombo e vários outros.

Dos pontos menos preferidos pelos turistas, tínhamos algumas igrejas (como a igreja onde meus pais se casaram) e pasmem: eu queria conhecer a Rua da Alfândega, a Rua do Ouvidor e a SAARA!!! São ruas e pontos comerciais que sempre são citados pelos meus pais, pela minha avó, e eu queria muito conhecer. Também queríamos ir a um boteco no centro da cidade que serve um cachorro-quente de lingüiça maravilhoso. Percebe? Passeios nem sempre dignos de cartão postal, mas que tinham muito significado pra mim e pro meu marido.

Tudo isso não exigiu nenhum tipo de pesquisa. Eram coisas que sabíamos que queríamos conhecer porque já tínhamos ouvido falar.

É claro que na nossa viagem acabamos conhecendo vários outros lugares fora do script. O Parque Lage foi um deles: nunca havíamos ouvido falar e adoramos o lugar. Também “passeamos” de catamarã, coisa que não havíamos previsto e, igualmente, desconhecíamos o conceito!

Para esse planejamento orçamentário, é interessante que você verifique o estilo dos passeios que te agradam. Lembre-se que, além desses pontos que você já conhece, outros podem surgir ao longo da sua viagem, principalmente se você optar por um city tour.

Perfil dos Passeios

Se você já conseguiu identificar aqueles passeios que julga indispensáveis à sua viagem, chegou a hora de começar a identificar o perfil destes passeios. É simples: eles envolvem gastos com ingressos? Ou são locais de livre acesso?

Para os locais de livre acesso não é necessária fazer nenhuma provisão de gastos. Pelo menos não neste momento. Mas lembre-se que você já incluiu deslocamento/transporte e alimentação. Ainda é possível que você faça uma provisão de gastos para compra de lembrancinhas. Mas este também ainda não é o momento.

Para os passeios que incluam pagamento de ingressos você deve pesquisar:

  • Valor do ingresso
  • Condições para pagamento de meia entrada

Lembre-se que o valor do ingresso e as condições para pagamento de meia entrada podem variar de acordo com o dia da semana ou horário de visitação.

Para esse “orçamento” de passeios, podemos usar aquela regra que diz que “o que abunda não prejudica”: planeje como se você estivesse pretendendo ir no momento em que o ingresso é mais caro! Isso porque:

  1. Pode ser que o horário e dia mais caros sejam de fato os melhores, não porque são os mais procurados ou cômodos, mas porque oferecem um melhor visual da natureza, por exemplo.
  2. Os valores podem variar no período entre o seu planejamento e a sua visita.

E não queremos surpresas desagradáveis, né?

Se você pretende usufruir dos benefícios da meia entrada, lembre-se de verificar a validade de seus documentos e se eles são aceitos pelas instituições responsáveis pelos passeios. Falaremos mais sobre essa questão de documentação num próximo texto.

Com os valores dos passeios em mãos, começa a brincadeira de fazer continhas!

Em um primeiro momento, multiplique os valores dos ingressos pelo número de pessoas e some todos os valores de cada passeio.

Lembre-se que você ainda não definiu toda a sua agenda de viagem e, por isso, precisamos prever prováveis gastos ainda neste sentido.

Minha sugestão é aquela de sempre: encontre o valor médio cobrado nos passeios que você já escolheu. É muito provável que os próximos passeios escolhidos não tenham um valor muito diferente dos valores dos passeios já selecionados. Calcule quantos desses passeios devem ser feitos por dia. Encontrou o seu valor? Anote! Junto com todos aqueles outros que a gente já encontrou até agora! Em breve vamos discutir o que estes valores vão significar pra você até o dia do embarque para a viagem dos seus sonhos!!!

Outros textos dessa série

About The Author

Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (UnB), atua nas áreas de gestão da qualidade e gestão da informação desde 2006. Interesse em gerência de projetos, gestão do conhecimento, sistemas de gestão da qualidade, biblioteconomia, restauração de documentos e (claro!) livros e literatura. Muito abrangente? É o poder do profissional bibliotecário, que funciona de A a Z.

Related Posts