Dentre as coisas mais difíceis de se planejar, com toda a certeza, um casamento é uma das TOP 5. E digo com conhecimento de causa, pois o meu “dia do sim” está chegando. Antes que você pense apenas num modelo de vestido bacana ou no recheio do seu bolo de dois andares, saiba que planejar um casamento não se resume simplesmente à cerimônia e à festa – o que por si só já seria um grande desafio. A parte mais complicada está nos planos de fundo de tudo isso.

“Na alegria e na tristeza. No saldo positivo ou no vermelho…”

Casar – e aqui eu incluo as uniões menos formais entre casais – é mais do que morar juntos. Casar é ser adulto a dois, encarar pagamento de contas, planejamento financeiro sério. A dois. Pra mim, se as escovas de dentes dormem juntas, as finanças devem se tornar “A Finança”. Juntam-se os trapos, os salários, as contas e as dívidas.

Na hora de se organizar, é preciso calcular direitinho os gastos atuais e futuros do casal. A união traz consigo uma série de gastos mensais com os quais pessoas que ainda moram com seus pais não estão habituadas a se preocupar. Aqui vai uma pequena lista de itens, faça seu checklist:

  • Aluguel ou prestação da casa própria
  • Condomínio
  • Água
  • Luz
  • Telefone
  • Internet
  • Televisão por assinatura
  • Gás (encanado ou não)
  • Compras em supermercado
  • Pequenas despesas de manutenção do imóvel
  • Prestadores de serviço (diaristas, jardineiros, etc)

Quando estes valores são somados, o valor pode superar a perspectiva do casal. É claro que em tempos de “vacas magras” é possível cortar vários destes itens. Mas lembre-se: ainda faltam os itens individuais!!!

  • Estudo (Faculdade, cursinhos, especializações, etc)
  • Lazer (Clube, academia)
  • Saúde (Remédio, planos de saúde, tratamentos em andamento)
  • Contas pessoais (Celular, cartões de crédito)

É interessante que se procure cortar os gastos menos urgentes a fim de formar uma pequena reserva financeira, para emergências que certamente surgirão nos primeiros meses da vida do casal. Se não der para formar uma reserva, que pelo menos o casal não entre no cheque-especial.

Noivos: segurem os impulsos!

Para melhorar minha situação financeira e conseguir poupar para o casamento, cheguei ao ponto de deixar meu cartão do banco com meu noivo e bloquear o meu acesso ao banco pela internet. Tudo para não gastar! Se você precisa de uma atitude drástica como esta, não se sinta mal. Deixe o cartão guardado em uma gaveta em casa e só o tire de lá depois de pensar muito sobre a necessidade de uma compra. Ande apenas com uma quantidade de dinheiro para emergências (transporte ou alimentação). Pode parecer dica de avó – daquelas que guarda dinheiro embaixo do colchão – mas como conheço bem a dificuldade de se conter em frente a uma vitrine, acredite: controle seus impulsos e a recompensa valerá o esforço.

Meu noivo é muito mais controlado com dinheiro, graças a Deus, e pode se dar ao luxo de sair por aí com o que tiver vontade na carteira. Mas mesmo assim, também tomou algumas precauções ao longo dos últimos meses para facilitar o início da nossa vida de casal. Ele evitou fazer compras com parcelamento grande e procurou fazer o pagamento dos itens do casamento à vista para obter desconto e termos a certeza de possuir dinheiro para pequenas compras da Lua de Mel após o casamento. Resultado? 90 a 95% do nosso casamento (que será em maio) já está pago e existem poucas parcelas a vencer no cartão de crédito dele (o meu já está zerado!!!).

Gastos sob controle

Estamos nos planejando para as primeiras compras para o nosso apartamento. Muitos casais já nos alertaram para o fato de que essas devem ser as compras mais caras de nossa vida de casal até o surgimento dos filhos, e isso por dois motivos:

  1. Não existe nada na dispensa
  2. Não temos a noção exata de quanto vamos precisar de cada item.

Nosso planejamento para essas compras incluem:

  • Lista detalhada dos itens que vamos precisar para a casa (incluindo produtos de limpeza, higiene pessoal e alimentação)
  • Divisão do benefício de auxílio alimentação da empresa

A empresa em que trabalho permite a opção por cartão Refeição (para uso em restaurantes) ou Alimentação (para uso em supermercados). Como não existe a possibilidade de trazer minha refeição de casa, optei pelo cartão Refeição. A empresa para qual o meu noivo trabalha permite divisão do benefício em cartão refeição e alimentação. Geralmente o que ele não usa do benefício mensal para suas refeições nós aproveitamos para gastar nos fins de semana. Nos últimos meses preferimos acumular este valor para, a partir do próximo mês, dividir o benefício entre os dois cartões e acumularmos um valor para nossa primeira compra de casal.

Ok, a sorte está ao nosso lado! Se sua empresa não oferece esse tipo de benefício, o que pode ser feito é começar uma economia – nem que seja no porquinho – uns dois ou três meses antes da união do casal. O interessante é que você se organize o quanto antes para unir sua vida financeira à do seu amado(a). Acredito que seis meses seja um período adequado para isso. E se vocês nunca conversaram sobre finanças, sugiro que façam isso o quanto antes. Entender o perfil de cada um quando o assunto é dinheiro é um dos primeiros passos para que um relacionamento dê certo, uma vez que evita surpresas desagradáveis e permite o planejamento da realização de vários sonhos.

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About The Author

Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (UnB), atua nas áreas de gestão da qualidade e gestão da informação desde 2006. Interesse em gerência de projetos, gestão do conhecimento, sistemas de gestão da qualidade, biblioteconomia, restauração de documentos e (claro!) livros e literatura. Muito abrangente? É o poder do profissional bibliotecário, que funciona de A a Z.

2 Responses

  1. Mateus

    É casamento é dificil mas nada é impossivel e só quere que as coisas flui