Nesse último mês, estive no processo de criação de algumas apresentações para os clientes da minha empresa, uma agência de comunicação chamada PIBIT. Um dos questionamentos mais frequentes que tenho recebido de alguns desses clientes é se realmente vale a pena investir na internet, pois a mídia tradicional (jornais, revistas e televisão) tem os rendido resultados aceitáveis. Bom, a resposta mais simples é “Sim, vale a pena.”. Só que como aqui não nos atemos ao simples, quero explicar o porque vale a pena investir nas mídias digitais.

Classes sociais

Antes de mais nada, temos que falar sobre as classes sociais. Elas determinam faixas de renda para o público, e assim será possível enquadrar o público-alvo de uma empresa para poder compará-lo com algumas estatísticas.

Segundo o IBGE, as classes sociais enquadram as pessoas nas classes A, B, C, D e E segundo a sua renda. Veja abaixo:

  • Classe A: Renda acima de 30 salários mínimos
  • Classe B: Renda de 15 a 30 salários mínimos
  • Classe C: Renda de 6 a 16 salários mínimos
  • Classe D: Renda de 2 a 6 salários mínimos
  • Classe E: Renda de até 2 salários mínimos

Tendo como base essa classificação, a pesquisa feita pelo Comitê Gestor da Internet Brasileira poderá nos ajudar a descobrir qual é o potencial aquisitivo do consumidor na internet.

Perfil do consumidor online

Para que eu possa convencer meus clientes de que estar na internet é imprescindível para o negócio de grande parte deles, preciso de fatos concretos em relação a quem frequenta a internet. É aí que entra o papel do Comitê Gestor da Internet no Brasil, que desde 2005 vem publicando pesquisas sobre o uso da internet no Brasil. Os nossos comentários serão feitos em cima da pesquisa realizada no ano de 2008. Vamos à um apanhado dos principais fatos relatados:

  1. 20% da população brasileira tem acesso à internet em casa
  2. 93% da classe A possui acesso à internet em casa, bem como 59% da classe B e 17% da classe C
  3. 22% das pessoas que não acessam a internet em sua residência a acessam de outro lugar
  4. Apenas 17% dos entrevistados que afirmaram não ter acesso algum à internet, também afirmaram que não tem interesse ou necessidade
  5. 90% da classe A já usou a internet alguma vez, bem como 76% da classe B e 46% da classe C
  6. Dos indivíduos que acessam a internet, 54% acessam diariamente e 34% acessam uma vez por semana.
  7. 6% dos internautas ficam até 1 hora por semana na internet, enquanto 69% ficam de 1 a 10 horas.
  8. 90% dos entrevistados utilizam a internet como meio de comunicação

Esses números mostram que uma boa parcela da população já possui acesso a computadores e a internet, seja de casa, de lan-houses, de centros públicos ou na casa de amigos e familiares. É importante notar a quantidade de tempo que as pessoas ficam expostas na web bem como o objetivo principal dessas pessoas ao acessar a internet. Assim é possível determinar qual tipo de campanha é ideal para divulgar o seu produto/serviço.

Ainda podemos enxergar algumas barreiras financeiras na classes mais baixas, mas com as facilidades e incentivos financeiros que existem hoje, a tendência é que essa barreira diminua cada dia mais. Se repararmos que esses números crescem cada dia mais, podemos ver o potencial que uma campanha efetiva na internet e nas mídias sociais podem gerar. Mas isso já é assunto para outro texto.

About The Author

Empresário (Diretor de Operações da Data Power Team) e consultor de tecnologia da informação e comunicação digital, é o fundador e editor do blog Produzindo.net. Se dedica a essa atividade pela paixão que tem pelo lema que tomou para a sua vida: “aprender para ensinar”.