A cada ano, surgem 500 mil novas empresas no Brasil. A cada ano, cerca de 200 mil destas empresas fecha no Brasil. O que há? Uma falta de apoio para as micro e pequenas empresas? Pode ser que sim, mas o fator agravante para a não permanência destas companhias no mercado possui uma resposta bem simples: falta de planejamento empresarial.

Quando vão montar um empreendimento, as pessoas pensam “o que eu quero vender”. E assim montam uma Lan House, uma Farmácia, um Cursinho Pré-Vestibular, o que for. Porém, há uma coisa muito importante que sustenta uma empresa: demanda. Logo o grande começo para um investimento dar certo é pensar “o que o público quer comprar”. Só que para isso é necessário conhecer este seu público, e nada melhor do que realizar uma pesquisa para atingir esse objetivo.

pesquisa-01Ao falar em pesquisa, o que vem em mente é aquela velha imagem de pessoas chatas com pranchetas na mão fazendo perguntas nada a ver com você – e parece que elas escolhem as pessoas que estão atrasadas! Também tem aquelas pelo telefone, que nos ligam em meio a uma reunião, ou as enquetes enviadas por e-mail pela internet. Mas o que as pessoas não sabem é que isto é um tiro cego, ou seja, você está entrevistando pessoas com perfis totalmente diferentes um do outro e isso pode alterar o resultado da pesquisa de forma a não representar a realidade que você busca conhecer. È nesse panorama que aparece a pesquisa qualitativa.

A pesquisa quantitativa é a tradicional, que busca ver quantas pessoas fazem isso ou aquilo. A pesquisa qualitativa pega poucas pessoas e estuda o que realmente elas pensam e as suas respostas, algo que nunca é “sim” ou “não”. No colégio, é como se fosse comparar uma prova de marcar com uma prova de escrever. Qual avalia melhor?

Digamos que você tenha um problema na comunicação interna da sua empresa. Você pode fazer uma pesquisa com todo mundo e descobrir que eles não gostam do meio que é utilizado para divulgar as notícias da empresa.  Ou você pode chamar um colaborador, realizar um café da manhã com a diretoria e num bate-papo informal conversar sobre o que ele pensa que poderia melhorar. Você terá um melhor direcionamento, bem como o colaborador vai gostar de ajudar, pois vai passar a impressão de estar ajudando na gestão da empresa – e vai estar mesmo! Esta é a pesquisa em profundidade, que é um tipo de pesquisa qualitativa.

Este tipo de questionamento junto ao público exige alguns cuidados, como deixar o entrevistado bem à vontade e ter certeza da imparcialidade dele. Sobre o entrevistador, ele tem que ver como cada diferente perfil de empregado vê o problema, fazer uma boa leitura das informações captadas, saber fazer o entrevistado falar mais sobre algum tema que é interessante a você, dentre outros. A entrevista pode ser feita sem um relatório de perguntas (chamada aberta) ou com um pequeno questionário bem tangível (chamada semi-aberta). Vale lembrar também que a pesquisa em profundidade é mais barata e dá resultados mais rápidos.

Quer uma dica? Antes de abrir a sua empresa, converse com seus vizinhos. De repente tem alguma coisa que eles querem muito e você pode oferecer.

About The Author

Graduando em Relações Públicas pela UFRGS, trabalhou por dois anos na assessoria de comunicação da CAIXARS, com foco em relacionamento com a imprensa e comunicação interna. Hoje atua como produtor de conteúdo da EZUK Mkt Internet (Porto Alegre) e desenvolve trabalhos externos na área de desenvolvimento de conteúdo, estratégias de marketing digital e planejamento de comunicação. Além disso, é editor do blog Tiro-Livre.

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