Para quem não curtiu muito a idéia de fazer certificações, temos aqui uma opção muito interessante: a pós-graduação.

A pós-graduação é um curso lato-sensu de extensão ou especialização. Com ela, você cria um foco profissional e ganha pontos em relação aos profissionais mais “genéricos” (entenda genéricos como os treinees e júniors).

Mas a final, o que é lato-sensu e qual a diferença para o stricto-sensu? Ambas são expressões em latim. Lato-sensu significa “em amplo sentido” enquanto stricto-sensu significa “em sentido estreito”. Ou seja, os cursos lato-sensu são cursos que cobrem mais amplamente alguns temas enquanto os cursos stricto-sensu cobrem um tema específico onde você irá desenvolver uma tese e defende-la perante a humanidade.

“Tá, mas as certificações comentadas no último artigo também dão um foco ao profissional e costumam ser mais baratas que uma pós.”

Bom, a diferença aqui está em abrangência. A primeira diferença se encontra no fato da pós focar em um tema enquanto a maioria das certificações focam em uma tecnologia, software ou metodologia. Dependendo do curso, a pós pode englobar a tecnologia, os softwares e as metodologias.

Comparando agora a pós com cursos stricto-sensu, veja as vantagens:

  • Duração: a duração das pós, costumam ser de um ano apenas;
  • Carga horária: a carga horária também é bem reduzida. Em média vai de um a 3 dias por semana;
  • Valor: devido a carga horária não ser grande, o curso costuma ser bem mais barato;

Daqui pra frente, em todas as opções de extensões stricto-sensu e lato-sensu, um diferencial que pra muita gente vai ser muito significativo, para outras não vai ser nada. Esse diferencia é a possibilidade de uma pessoa formada num curso de exatas poder fazer uma extensão em humanas.

“Ok, isso é possível. Mas para quê eu vou querer isso?”

Quando você é um profissional de tecnologia, principalmente quando trabalha com consultoria, há a necessidade de você entender mais a fundo o negócio do cliente (sem pegadinhas maliciosas aqui). Por exemplo: se você trabalha como consultor no STJ, seria interessante você entender não apenas de sistemas ou gerencia de projetos, mas também um pouco sobre direito e como funciona o poder judiciário. Existem inúmeras faculdades fornecendo cursos de pós-graduação com essa familiaridade e acredito que seja uma possibilidade que se deva pensar com carinho.

Fazer uma pós-graduação é uma coisa muito boa para um profissional. Só perde espaço para mestres e doutores. As vezes nem isso… Veja mais sobre isso no próximo artigo onde falaremos sobre MBA.

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About The Author

Empresário (Diretor de Operações da Data Power Team) e consultor de tecnologia da informação e comunicação digital, é o fundador e editor do blog Produzindo.net. Se dedica a essa atividade pela paixão que tem pelo lema que tomou para a sua vida: “aprender para ensinar”.

2 Responses

  1. Dutra

    Em todos esses cursos há um outro aspecto: os contatos que são feitos. Não sou uma pessoa política e tenho horror ao networking pelo networking. Só me aproximo de quem acho que é uma companhia agradável e sem segundas intenções. Mesmo assim, posso dizer que oitenta por cento da minha carga de trabalhos atual advém direta ou indiretamente dos contatos que fiz na pós-graduação e de oportunidades de que tomei ciência por professores. Nesse sentido, foi bem mais produtivo do que toda a faculdade.

  2. Bernardo Pina

    É verdade. Esse é um ponto que estou guardando para comentar no último artigo da série. Networking é realmente algo muito importante em qualquer área de conhecimento. É o famoso “QI” (Quem Indica) como um termo mais profissional. =)