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Série: Terminou a faculdade! E agora? Parte 2: Pós-graduação


24

ago
Publicado por Bernardo Pina na categoria Educação




Para quem não curtiu muito a idéia de fazer certificações, temos aqui uma opção muito interessante: a pós-graduação.

A pós-graduação é um curso lato-sensu de extensão ou especialização. Com ela, você cria um foco profissional e ganha pontos em relação aos profissionais mais “genéricos” (entenda genéricos como os treinees e júniors).

Mas a final, o que é lato-sensu e qual a diferença para o stricto-sensu? Ambas são expressões em latim. Lato-sensu significa “em amplo sentido” enquanto stricto-sensu significa “em sentido estreito”. Ou seja, os cursos lato-sensu são cursos que cobrem mais amplamente alguns temas enquanto os cursos stricto-sensu cobrem um tema específico onde você irá desenvolver uma tese e defende-la perante a humanidade.

“Tá, mas as certificações comentadas no último artigo também dão um foco ao profissional e costumam ser mais baratas que uma pós.”

Bom, a diferença aqui está em abrangência. A primeira diferença se encontra no fato da pós focar em um tema enquanto a maioria das certificações focam em uma tecnologia, software ou metodologia. Dependendo do curso, a pós pode englobar a tecnologia, os softwares e as metodologias.

Comparando agora a pós com cursos stricto-sensu, veja as vantagens:

  • Duração: a duração das pós, costumam ser de um ano apenas;
  • Carga horária: a carga horária também é bem reduzida. Em média vai de um a 3 dias por semana;
  • Valor: devido a carga horária não ser grande, o curso costuma ser bem mais barato;

Daqui pra frente, em todas as opções de extensões stricto-sensu e lato-sensu, um diferencial que pra muita gente vai ser muito significativo, para outras não vai ser nada. Esse diferencia é a possibilidade de uma pessoa formada num curso de exatas poder fazer uma extensão em humanas.

“Ok, isso é possível. Mas para quê eu vou querer isso?”

Quando você é um profissional de tecnologia, principalmente quando trabalha com consultoria, há a necessidade de você entender mais a fundo o negócio do cliente (sem pegadinhas maliciosas aqui). Por exemplo: se você trabalha como consultor no STJ, seria interessante você entender não apenas de sistemas ou gerencia de projetos, mas também um pouco sobre direito e como funciona o poder judiciário. Existem inúmeras faculdades fornecendo cursos de pós-graduação com essa familiaridade e acredito que seja uma possibilidade que se deva pensar com carinho.

Fazer uma pós-graduação é uma coisa muito boa para um profissional. Só perde espaço para mestres e doutores. As vezes nem isso… Veja mais sobre isso no próximo artigo onde falaremos sobre MBA.

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Quem escreve?
Bernardo Pina
Graduado no curso de Ciência da Computação do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), trabalha como consultor de tecnologia da informação. Também gosta de escrever sobre desenvolvimento pessoal e tecnologia (claro) nas horas vagas.

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2 comentários
Dutra escreveu:
07/09/2007 às 16:09   

Em todos esses cursos há um outro aspecto: os contatos que são feitos. Não sou uma pessoa política e tenho horror ao networking pelo networking. Só me aproximo de quem acho que é uma companhia agradável e sem segundas intenções. Mesmo assim, posso dizer que oitenta por cento da minha carga de trabalhos atual advém direta ou indiretamente dos contatos que fiz na pós-graduação e de oportunidades de que tomei ciência por professores. Nesse sentido, foi bem mais produtivo do que toda a faculdade.

Bernardo Pina escreveu:
07/09/2007 às 16:09   

É verdade. Esse é um ponto que estou guardando para comentar no último artigo da série. Networking é realmente algo muito importante em qualquer área de conhecimento. É o famoso “QI” (Quem Indica) como um termo mais profissional. =)



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