Dando continuidade à nossa série, hoje falaremos sobre Mestrado.

O Mestrado é um curso de longa duração onde, como todos os outros cursos anteriores, o profissional escolhe um tema em que se tornará especialista. A diferença aqui é o nível de aprendizado que se tem ao término do curso. Durante os anos de estudo será criada uma teoria sobre um assunto de interesse, posteriormente transformando-a em uma dissertação.

O Mestrado também é uma pós-graduação, a diferença para a pós (comentada no na parte 2 da série) é que essa é de nível stricto-sensu enquanto as pós normais são lato-sensu. O objetivo principal do mestrado é tornar o profissional apto à lecionar em faculdades/universidades e a realizar pesquisas na área desejada.

Para se ingressar no mestrado, o profissional deve apresentar ao corpo docente uma proposta de tema para sua dissertação final. Sendo aprovada, o profissional ingressa no curso e começa a frequentar as aulas que normalmente fazem parte do tema escolhido. As aulas tem nível de conteúdo avançado e auxiliam muito no trabalho de conclusão do curso.

O trabalho de conclusão do curso (TCC) de mestrado é um trabalho de pesquisa científica que deve ser apresentado ao final do curso de forma dissertativa. Pode ser realizado através de estudo de caso, de pesquisa de campo, em laboratório, etc. Na sua avaliação, será avaliado se o trabalho realizado no decorrer dos anos está coeso, se o aluno desenvolveu a capacidade de desenvolver um trabalho por si só seguindo regras específicas e por último, se esse trabalho se destaca no seu meio. A banca de avaliação é constituída pelo seu professor orientador e por mais alguns convidados (especialistas no tema escolhido pelo aluno).

Em relação às pós-graduações mencionadas anteriormente, o Mestrado é um curso bem mais extenso e bem mais trabalhoso. Requer mais dedicação aos estudos e um pouco mais de dinheiro para pagar a mensalidade da universidade. Vantagens? O Mestre é tido em grande consideração no mercado de trabalho. São profissionais que sempre têm ofertas de emprego e normalmente ofertas com salários bem gordos.

Ouvi um comentário à uns tempos atrás falando que um profissional que acabou de se formar em Mestrado é mais bem visto no mercado de trabalho do que um profissional que formou a pouco em um Doutorado. Por quê? Veja mais sobre isso no próximo artigo onde irei falar sobre Doutorado.

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Empresário (CEO da agência de comunicação PIBIT) e consultor de tecnologia da informação e comunicação digital, é o fundador e editor do blog Produzindo.net. Se dedica a essa atividade pela paixão que tem pelo lema que tomou para a sua vida: “aprender para ensinar”.

  • http://www.googlediscovery.com Samantha Azevedo

    Uma das barreiras que há para as pós strictu-sensu é sem dúvida a poficiência em lingua estrangeira. Para o mestrado geralmente pode ser Ingles ou Frances, e para o doutorado, uma lingua diferente da do mestrado.

    Na minha opinião, talvez o espanhol seria mais bem-vindo, claro, sem tirar a importancia do ingles, principalmente quando se fala de TI.

  • http://www.bernardopina.net/ Bernardo Pina

    Samantha, bem lembrado. Só que a proficiência em língua estrangeira não é pré-requisito para muitos cursos de mestrado, principalmente fora da área de TI. Mas como nosso foco É em TI, realmente a maioria pede uma prova de proficiência em inglês para admissão no curso.

    Falando agora em doutorado, muitos pedem não só uma língua, mas sim duas. =)

  • João Gomes

    Muito bom o post. Estava à procura de informações a respeito de pós-graduações. Esta série calhou bem! Parabéns!

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