Série: Terminou a faculdade! E agora? Parte 6: Livre-docência e Pós-doutorado
Hoje iremos falar sobre os dois últimos graus acadêmicos, a livre-docência e o pós-doutorado.
Livre-docência
Livre-docência é um título (stricto-sensu) fornecido por instituições de ensino superior por meio de concursos públicos. É um titulo de excelência de ensino concedido para que a pessoa seja respeitada como professor da instituição. As inscrições são abertas por meio de editais e somente são aprovados para realizar a prova profissionais que já possuem o título de “Doutor”. Cada instituição possui suas próprias regras para o edital.
Após realizar a prova, é necessário desenvolver uma tese e defendê-la perante a uma banca examinadora.
Em algumas faculdades e universidades (como por exemplo as estaduais paulistas) , o título de livre-docência é pré-requisito para a candidatura ao cargo de professor titular. Já nas federais, quando um professor possui o grau de Doutor e existe a vaga, é possível se candidatar ao cargo.
Esse grau acadêmico não é muito difundido no meio profissional. Ao meu ver, serve mais para profissionais que tenham vontade de focar a sua carreira no ensino acadêmico.
Pós-doutorado
Esse é um estágio acadêmico realizado após o término do Doutorado. Caso o profissional deseje continuar suas pesquisas, é comum se inscrever em um “curso” de pós-doutorado. Esse curso é, um estágio acadêmico na instituição, onde o candidado irá se aprimorar como pesquisador em uma determinada área.
Creio que muitos profissionais que terminam o curso de Doutorado, querem continuar a pesquisa que começaram. Nada melhor do que aproveitar essa vontade para se adiquirir um novo grau.
Após a sua conclusão, o profissional terá excelência de conhecimentos no assunto de sua pesquisa. O problema é o tempo que se leva para chegar aqui. Façam as contas: graduação – 4 anos, mestrado – 4 anos, doutorado – 4 anos, pós-doutorado – 1 a 4 anos. Totalizando, 13 a 16 anos de estudos. Supondo que você comece sua faculdade com 18 anos e que não tenha nenhum intervalo entre os cursos, você terá o pós-doutorado apenas com 34 anos. É uma dedicação à carreira muito grande, será que vale a pena?
Finalizamos aqui a nossa série “Terminou a faculdade! E agora?” onde falamos sobre os graus acadêmicos de pós-graduação. Foram abordados: certificações, pós-graduações, mestrados, mba, doutorado, livre-docência e pós-doutorado. Mas calma, não fique triste! Já temos uma nova série no forno para vocês. ;)
Outros artigos da série:
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P.S: Tenho 16 anos. ;(
Como você colocou acima, livre-docência faz parte da carreira acadêmica nas estaduais paulistas. Nas federais, o termo intermediário entre o doutor (adjunto) e o titular é o professor associado, mas o critério é principalmente o tempo de serviço e não concurso.
A informação do tempo de curso foi corrigida. Porém existem cursos de mais de um ano de duração. A USP inclusive, tem cursos de pós-doutorado que variam de 6 (seis) meses a 2 anos.
Sobre o critério de avaliação para preenchimento de vagas de professor titular em universidades federais, o que você falou foi justamente o que eu falei. Para a maioria das estaduais, o critério é a livre-docência. Já para as federais, basta ter o título de “Doutor” e, como você disse, tempo de casa.
Muito obrigado pelas dicas! =)
Em qualquer concurso, o mais alto grau acadêmico é o de Doutor. Veja em http://www.pos.eco.ufrj.br/modules.php?name=Sections&op=viewarticle&artid=96
Art. 1º – Entende-se por pós-doutorado o programa de estudos e pesquisa, com prazo delimitado, desenvolvido por portador do título de doutor em instituição de pesquisa distinta daquela em que atua de maneira rotineira.
Parágrafo Único – Não constitui o pós-doutorado, sob qualquer perspectiva, um curso ou nível específico de estudos pós-graduados, nem, a fortiori, um grau ou título acadêmico, como o são o curso de mestrado e o título de mestre, ou o curso de doutorado e o título de doutor.
[]s
“O nível mais elevado de formação proporcionado pelo Departamento de Química Fundamental do Instituto de Química da USP é o de Pós-Doutorado.”
Vou editar o artigo com a informação que você me passou.
Obrigado. =)
P.S: Pretendo me aprofundar na área de Administração.
Só tenho a lhe agradecer, Bernardo. Estava realmente precisando de um material destes.
receio que há um grande desencontro de informações nas explicações acima. o maior título acadêmico no Brasil é o de livre-docente, que se consolida com a apresentação de uma tese equivalente à de um doutorado, de uma prova didática (ministrar uma aula), análise de currículo e memorial circunstanciado. pode haver ainda uma prova escrita. esse título consolida o profissional como pesquisador e não apenas como professor e não se trata apenas de “um reconhecimento pela instituição”. há títulos correspondentes em outros países da Europa. o pós-doutorado, de fato, não é título acadêmico, embora seja reconhecido no meio como uma etapa relevante na formação profissional. tanto é que o nome correto é estágio pós-doutoral. a duração depende da agência financiadora, pode ser de três meses a três anos. no Brasil é mais comum estágio pós-doutoral de seis meses, um ano ou um ano e meio. na Europa tem bolsas que duram três anos. na Alemanha, por exemplo, tem bolsas de três anos que podem ser renovadas por mais dois. mas, lá há um problema para se conseguir trabalho, então o estágio pós-doutoral é mais longo e serve para o pesquisador/professor arranjar uma colocação. vale lembrar que no Brasil é mais comum a junção das atividades de professor/pesquisador, exceto em institutos como a fundação Osvaldo Cruz, o CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) e outros. mas, mesmo nesses locais os pesquisadores ministram aulas para a pós-graduação. finalmente, no Brasil o mestrado tem duração de dois anos. e, foi bem explicado que o PhD é um título equivalente ao de Doutor. abraços.
Quando o IQ-USP/SP diz que forma da graduação ao pós-doutoramento, ele está absolutamente certo. Embora a Livre-Docência seja o último nível acadêmico do país, ela não é uma pós-graduação (embora o pós-doutorado também não seja, mas aí é outra história).
Atenciosamente,
Daniel, Professor de Química