Não sei se vocês sabem, mas eu moro em Brasília. Algum de vocês já tentou comprar um imóvel residencial nessa cidade? Não? Então veja a situação…

cofrinho-porcoBrasília tem o formato de um avião e a construção de prédios é regulada segundo o projeto original da cidade. Sendo assim, os prédios não podem ser construídos muito próximos uns dos outros, existe uma altura máxima de seis andares para cada prédio residencial, cada quadra (encare quadra como se fosse um quarteirão) tem que ter uma quantidade de área verde específica, etc. Traduzindo em miúdos: Brasília tem poucos lugares para se construir novos imóveis residenciais e a procura é altíssima.

Nesse cenário, temos um valor de metro quadrado altíssimo já que a quantidade de habitantes por metro quadrado da cidade é bem menor do que a de outras grandes capitais. Não é difícil você encontrar por aqui apartamentos de 31m² custando cerca de R$120.000,00. Por esse mesmo valor, é possível comprar apartamentos de três quartos em locais nobres de outras cidades brasileiras.

Se isso fosse um caso isolado de Brasília, tudo bem… Até dava para entender e aceitar sem se preocupar muito. O problema é que essa super valorização dos imóveis residenciais tem se expandido para o entorno. Outras cidades vizinhas e até mesmo áreas de subúrbio estão com uma super valorização talvez até mais alta do que a da capital brasileira. A coisa está fugindo do controle…

Você chegou a ler meu artigo explicando sobre a crise econômica que estamos vivendo? Se leu, sabe que tudo começou com a crise imobiliária dos EUA que aconteceu pelo mesmo motivo: super valorização de imóveis.

E aí? Conseguiu enxergar um futuro semelhante para nós? Ou será que esse problema na nossa capital vai ser encarado isoladamente e não vai afetar o resto do país? Gostaria de ouvir a sua opinião. Para tanto, deixe um comentário abaixo me falando o que você acha disso e se a sua cidade também está passando por uma super valorização de imóveis.

About The Author

Empresário (Diretor de Operações da Data Power Team) e consultor de tecnologia da informação e comunicação digital, é o fundador e editor do blog Produzindo.net. Se dedica a essa atividade pela paixão que tem pelo lema que tomou para a sua vida: “aprender para ensinar”.

19 Responses

  1. Leonardo Marques

    Seu raciocínio faz todo sentido. Eu também moro em Brasília e tô juntando dinheiro pra comprar um imóvel aqui. Os preços são absurdos e o pior é que não param de subir.
    Fico pensando como será daqui 10 anos. Mantendo a lógica atual em 10 ano teremos kitnet de 30m no sudoeste custando R$450.000.
    Hoje no sudoeste tem apartamento de 3.5 milhões! Existe lógica nisso? Claro que não.

  2. Evandro Cesar

    Um americano comum tem em média 11 cartões de crédito (se não me engano), crianças de 12 anos têm cartões…
    Um servia para saldar a dívida do outro e continuar consumindo como só eles sabem fazer. Lá nos EUA eles usavam suas casas caras como forma de conseguir mais crédito, o que era bem fácil, então com dívidas de hipotecas, bancos e cartões a coisa saiu do controle quando os imóveis caíram. Li seu artigo sobre a crise, e como está muito bem explicado lá a crise não é só do setor imobiliário, ela começou por ali e se alastrou como fogo em mato seco. Aqui é diferente, não temos crédito algum. Ouvi de um conhecido que os cartões por lá foram cortados da noite para o dia, na Europa também aconteceu muito isso. Aqui vão cortar o que? Quanto aos imóveis é bem verdade isso que você disse, algumas cidades estão supervalorizando os preços e temos que ver até quando vão aguentar segurar isso.

    • Bernardo Pina

      Concordo que aqui as coisas são um pouco diferentes devido à boa proteção ao crédito que temos. Mas acho que ainda assim poderemos ter uma crise no setor imobiliário porque devido à crise mundial, o governo tem incentivado cada vez mais o crédito. Hoje pode-se comprar imóveis com juros de cerca de 4%, por exemplo…

      Aos demais leitores, recomendo um artigo muito interessante que eu li no blog do Evandro. Para ler, clique aqui.

    • Felipe

      concordo, eu acho q no lugar d cortar os nossos cartões, eles estão diminuindo os nossos salarios, e assim querendo ou nao teremos d gastar menos do mesmo jeito..

  3. Evandro Cesar

    Sim, você terá razão caso o desemprego por aqui aumente muito, o que sinceramente torço para que não ocorra, torço mesmo! Sem emprego, sem dinheiro e sem a casa financiada.
    Em cidades do interior de SP, Ribeirão Preto e Sertãozinho o valor do metro quadrado é muito alto, não sei até quando sustentarão esse preços.
    E outra coisa que você acabou de dizer: crédito barato e fácil demais, isso é bom por lado mas bem perigoso…
    Abraço

  4. Aline

    Olá!

    Eu não entendo muito sobre economia e lendo os seus artigos pude ter uma ótima visão do que está acontecendo.
    Muito obrigada mesmo! Sua maneira de escrever é muito clara e objetiva!
    Sem rodeios… Direto ao ponto…. Lógico!

    Parabéns!
    Felicidades!

  5. Virgilio

    Realmente os valores em Brasília estão altíssimos.
    Moro em Vitória-ES e você tranquilamente consegue achar um apartamento em local nobre, a 02 quarteirões da praia, entre 65 a 75 m² custando em torno de R$ 80.000,00 a R$ 120.000,00.

    Estou visitando seu site pela primeira vez e gosto dos assuntos abordados e os comentários são válidos. Parabéns !

  6. Nino Lan House

    Bem, apreciei muito suas explicações sobre a crise econômica internacional. No caso da supervalorização dos imóveis de Brasília acredito que para haver uma versão brasileira da crise americana é necessário um conjunto de fatores, como o grau de endividamento dos mutuários, o volume de empréstimos cedidos pelos bancos brasileiros, a revenda dos títulos imobiliários, a desvalorização desses imóveis, entre outras coisas.
    Mas, não podemos negar que tudo que é especulativo é inseguro e nunca se sabe vai ruir e, quando isso vai acontecer. Daí a necessidade de cautela.

  7. Iran Ross

    Dimensionando os fatos concordo contigo. Moro em Caxias do Sul e a situação é parecida, nos últimos anos com a facilidade de financiamentos várias construturas surgiram na cidade e inflacionou o preço dos imóveis. O déficit habitacional é grande e as pessoas acabam pagando valores exagerados pelos imóveis. Agora fica a dúvida, com o desaquecimento da economia e a queda na renda essas pessoas não terão dificuldade em saldar seus débitos?
    Parabéns pelo site!

  8. tiago

    Amigo, sou de campinas, aqui a super valorizacao tomou conta, é algo jamais visto, pra voces terem ideia, um apto de 3 dorm que valia 90 mil em 2006 numa regiao mediana, atualmente vale 200 mil e o mesmo imovel numa regiao nobre ultrapassa os 300 mil,

    Sinceramente nao sei pra onde isso vai, creio q isso só é possivel com a facilidade de financiamento em 30 anos que está sendo oferecida. Pensem bem, 30 anos é muito tempo!! 90% das pessoas nao pensam no valor do imovel, mas se a parcela cabem em seu bolso, e assim seguimos!

    Com 300 mil se constroi uma bela casa em condominio fechado, nao sei o q se passa na cabeca de quem compra um apErtamento neste valor.

    Sinceramente, espero que os precos, principalmente de apartamentos caiam, está totalmente fora da realidade e realmente desanima os cidadaos de classe media que com muito suor poupam alguns trocados e nao caem no “conto” do financiamento em 30 anos.

  9. Jefferson Nonato Santana

    Vendo suas considerações penso que nas cidades ocorrem alguns fatores que podem determinar uma especulação ou não. Além da procura ser um dos fatores, as pessoas muitas vezessão levadas a comprar imóveis pelo crédito fácil, baixo conhecimento do valor real, falta de informações sobre o próprio imóvel. Existe pouca orientação ao comprador.
    Existem empreendimentos novos cujo o apartamento é muito pequeno e são oferecidos vários serviços no prédio (academia, piscina, quadras…) e acabam cobrando estes serviços e o apartamento não tem nem 50m2. Chegando a se falar em Niterói em R$ 160.000,00. É realmente muito caro. Acredito que com informação as pessoas não comprariam. O valor correto deste tipo de imóvel seria algo em torno de R$ 60.000,00.

  10. Marcos

    Amigos no rio de janeiro os apartamentos estão supervalorizados, apartamentos tão pequenos e com preços de R$200.000.

  11. Simone Pereira

    Devido a supervalorização dos imóveis, acredito que este seja o melhor momento para se adquirir um, principalmente depois que o Governo Federal está dando subsídio para famílias que tem renda bruta de até 10 salários mínimos para a aquisição da casa própria.
    Depois da entrada do Programa Minha Casa, Minha Vida o imóvel no DF e entorno valorizou 10%.
    Tem situações em que no Valparaíso está mais caso que no próprio DF.
    Abraço.

  12. MARCIA BARACALDO

    NAO COMPREM NADA AGORA, ESPERE QUE ESSA INFLACAO=SUPER VALORIZACAO CAIA.

    TENHO 3 CASAS NOS EUA QUE HOJE VALEM 50% MENOS DO QUE QUANDO COMPREI A 3 ANOS ATRAS.

    QUANDO ESSES FINANCIAMENTOS COMECAREM A TOMAR PREJUIZO, O MERCADO IMOBILIARIO VAI CAIR E VAI CAIR MUITO AE NO BRAZIL.

    UMA CASA AE NA AREA DO CRIME COMO RIO DE JANEIRO NAO PODE VALER MAIS QUE UMA CASA EM MIAMI ONDE VOCE ANDAR COM SEU ROLEX AND MERCEDES BENZ, BOLSA DE $10MIL DOLLARS sem ser assaltado……

  13. Matheus

    Os imóveis em Brasília valorizam mais que a média nacional por uma série de razões já apontadas no texto pelo Bernardo, mas também existem outras:

    – 59% do PIB de Brasília é decorrente da Administração Pública (leia-se Governo), logo muito da economia do DF vem da renda dos servidores públicos (principalmente federais). O PIB per capita do DF é também o dobro do segundo colocado, Sao Paulo;

    – Nos últimos quatro anos, o Governo PT tem dado aumentos consistentes ao funcionalismo público federal, ano após ano, tanto como uma medida de valorização do servidor, como também uma estrategia de apaziguamento dos sindicatos (que costumam fazer muito barulho, greve e pressão por salários na esplanada) e sustentação da governabilidade. Pra ter uma ideia, um gestor de politicas públicas, que ganhava por volta de R$ 5.000 por mês em 2005, hoje ganha “apenas” R$ 13.000;

    – Somado aos aumentos nos salários dos servidores, temos uma grande quantidade de novos brasilienses, muitos recém concursados, que cheguam a cidade todos os anos. Muitos desses novos habitantes também recebem os bons salários da Esplanada e se veem na necessidade de adquirir ímovel para moradia mesmo. Também nem precisa falar que o Lulinha tem dado uma boa inchada na máquina publica federal, com um aumento do funcionalismo em cerca de 24% desde 2003.

    Isso tudo ajuda a pressionar os bairros mais procurados pelos servidores, geralmente bairros pertos da Esplanada, que valorizam acho que uns 15 a 20% por ano. Bairros mais longe, como Águas Claras (que possuem ótimos apartamentos a ótimos precos), não valorizam tanto porque estão longe e com trânsito do local de trabalho dos servidores.

    Eu queria ver um estudo que analisasse a correlacao do aumento dos salários dos servidores e dos novos cargos criados nos ultimos 5 anos para ver se minhas suposições se comprovam…

    A questao é? Vai durar? Acho que sim, servidor público nao pode ser demitido (a crise mundial nunca chegou a Brasília) e difícil imaginar que o próximo presidente (ou presidenta) vai querer comprar briga com os sindicatos mais barulhentos da paróquia….

    Sobra pra gente empreendedor do setor privado ter que trabalhar o dobro que os servidores da mamata pra comprar nossos lares…….

  14. Patricia

    Moro em São José dos Campos aqui na minha cidade está acontecendo isso, com a grande procura por casas por causa do Programa do Governo para aquisição da casa própria, não se acha casa por menos de R$100.000,00 sendo que a pouco tempo atrás a mesma valia R$60.000,00.

  15. Rômulo Silvestre Salvador

    Olá vejo que você tem toda a razão, pois aqui em guarapuava no pr um terreno que antes era comprado por volta de 15 mil reais estão sendo avaliados no valor de 35 a 50 mil reais, e as casas prontas nem se fala, e vejo que tem muita gente querendo vender suas casas para poder aproveitar os preços altíssimos que estão sendo vendidas e construir novamente em outros locais, por isso temos que colocar os pés no chão e analisar muito bem antes de nos comprometermos com dívidas a longo prazo. abraço

  16. Escola de Mercadores

    Mercado imobiliário em 2014 e a bolha dos preços.

    Nesse vídeo faço uma breve análise do mercado imobiliário nacional e regional baseado em dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE.
    http://bit.ly/1hYsaCl