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30

jan
Publicado por Bernardo Pina na categoria Empreendedorismo

O assunto “como abrir uma empresa” tem se tornado cada vez mais presente nas mentes das pessoas e uma das principais dúvidas que surgem à nossa mente é sobre naturezas jurídicas. Existem tantos que podemos acabar nos perdendo…

Antes de qualquer coisa entenda que uma sociedade é uma união de duas ou mais entidades com um objetivo traçado a fim de alcançar o sucesso em uma determinada ação ou segmento de mercado.

Hoje em dia, o tipo societário mais comum é a Sociedade por Cotas de Responsabilidade Limitada (ou simplesmente Sociedade Limitada). A chamamos assim porque a responsabilidade de cada sócio é limitada (daí vem o nome) à quantidade de cotas que ele possui.

“Espera! Antes de prosseguir, me explique o que são essas cotas.”

Cotas são a parcela de contribuição do sócio no que diz respeito ao capital social da empresa.

“E o que isso tudo quer dizer?”

Isso quer dizer que os bens particulares dos sócios só irão responder pelas dívidas da empresa até o limite da sua parcela de participação (cotas) no montante total do capital social dessa mesma empresa.

Para exemplificar, pense num empréstimo que a empresa faz em um banco. É muito comum que os bancos peçam como garantia tanto os bens da empresa como os bens pessoais de cada sócio. O interessante é que se um sócio tem uma quantidade de cotas equivalente a 40% do valor do capital social, seus bens só irão arcar com a dívida referente a esses 40% do montante total de capital social, coisa que não acontecia antes da criação da sociedade limitada no início do século passado.

Não irei abordar todas as regras da sociedade limitada porque para isso eu precisaria comentar lei por lei. O que eu gostaria de passar é um entendimento básico explicando o que é a sociedade limitada a fim de que você possa ter discernimento para escolher dentre os vários tipos societários.

Não satisfeito? Você quiser saber um pouco mais sobre o assunto? Recomendo a leitura deste artigo que conta a história da sociedade limitada.

Se você conhece mais sobre o tema abordado e quiser completar o artigo com alguma informação, deixe um comentário abaixo! O Produzindo.net agradece! =)

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10

jan
Publicado por Bernardo Pina na categoria Negócios

Foi o frei Luca Paccioli (também chamado de “o pai da contabilidade”), no século XV, que criou o conceito de capital social. Esse conceito perdura até hoje, apesar de muitas pessoas terem uma idéia errônea a seu respeito.

Naquela época era uma prática comum confiscar todos os bens (animais, casa, móveis, poupança, etc.) de uma pessoa que não pagasse suas dívidas. Quem confiscava esses bens era os juízes e os próprios credores. Nessas condições, só um louco se arriscaria a abrir uma empresa focada em produzir e gerar empregos para outras pessoas.

Com a chegada do conceito de capital social, o cenário mudou. O que antes parecia um absurdo se tornou realidade. Agora a responsabilidade da empresa ficaria ligada somente ao seu capital social, excluindo todos os bens dos donos das empresas.

Agora sem medo de perder tudo se o seu negócio não desse certo, as pessoas começaram a produzir não só para si mesmas, mas também para os outros. E como produzir para si e para os outros exigia mais das pessoas do que elas podiam dar, surgiu à necessidade de agregar mão de obra. Empregos começaram a surgir. Era o início de tudo…

“Mas afinal, qual é o conceito de capital social?”

Stephen Kanitz, formado em Administração de Empresas pela faculdade Harvard, diz: “Capital social é o capital que os acionistas oferecem à sociedade para garantir que empregados e fornecedores recebam no final do mês. Diferentemente do que se ensina o capital não pertence aos acionistas, e sim à sociedade - daí o termo ‘social’ “.

Por causa disso, contadores e técnicos contábeis classificam o capital social como “não exigível” já que nenhum acionista não pode exigir de volta o seu investimento enquanto a companhia existir. O que é possível fazer é torcer para que exista outra pessoa interessada em adquirir esses papéis. Assim surgiu o pregão da bolsa de valores.

Esse é um pouco da história do surgimento do direito comercial. Saber o que é capital social é o mínimo que uma pessoa tem que saber se quiser abrir uma empresa.

Estou preparando alguns artigos que irão explicar um pouco mais da formação de empresas. Este foi apenas o primeiro artigo.

Comentários, sugestões e perguntas são bem-vindos. Para entrar em contato comigo, utilize o formulário de contato.

Fonte: Editora Abril, Revista Veja, edição 1951, ano 39, nº 14

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8

jan
Publicado por Bernardo Pina na categoria Negócios

Jefferson: “Gostaria que você me sugerisse uma forma de abrir um negócio pela internet sem estar relacionado ao marketing multinível. E outras dicas de negócios.”

Fiquei especialmente feliz em ler a sua pergunta, Jefferson. Esse é um assunto que ronda a cabeça de muitas pessoas que já estão na rede mas ainda não fazem dinheiro (ou fazem pouco). É o caso de muitos blogueiros por aí.

A internet é cada vez mais utilizada em todo o mundo e o seu potencial de crescimento é absurdo. Quanto mais usuários a rede tiver, mais clientes em potencial você tem. Por isso acho que apostar nesse tipo de negócio pode te trazer grandes frutos.

Existem milhares de formas de se ganhar dinheiro através da internet. Para começar, o que digo é o seguinte: não é fácil.

Dinheiro não cai do céu para ninguém. É necessário trabalho duro para se conseguir firmar como um negócio e ganhar dinheiro com isso, principalmente na internet onde a concorrência é bem acirrada. Se você sabe disso e quer seguir em frente, gostaria de comentar algumas coisas que podem te nortear na escolha de qual negócio abrir. Vamos lá.

Mercados mais promissores

Observar quais são os mercados mais promissores pode te ajudar a escolher qual será o foco do seu negócio. Na minha opinião, existem dois setores que podem dar muito dinheiro se forem bem explorados.

  1. Portais de nicho
    Essa é uma área ainda muito inexplorada. Não é todo nicho que possui um grande portal onde se ache conteúdo de qualidade. Um exemplo disso? Xadrez. Pergunte para qualquer xadrista brasileiro onde eles buscam conteúdo sobre xadrez. Existem sites brasileiros que tem muita coisa boa para iniciantes mas quando falamos em nível intermediário/avançado, o jeito é recorrer a sites estrangeiros.
  2. Serviços
    A área de serviços tem um potencial de crescimento muito grande. Mas não adianta só oferecer o serviço de qualquer jeito e cobrar por ele. Hoje o grande advento da internet são os serviços grátis. O “Q” da questão é oferecer um serviço grátis e cobrar por funcionalidades extras do seu serviço.
    Exemplo? Você conhece o jogo Meteorus? É um jogo gratuito onde você controla um planeta no espaço, se evolui e trava guerras por recursos e milícias. A sacada genial foi cobrar por alguns serviços tal como mudança de setor, criar quadrantes (como se fossem galáxias agregadoras de planetas) privados para as alianças, receber e-mails em caso de ataques, etc. São opções que não são essenciais, mas que com certeza ajudam muito o jogador.

O que você gosta e o que você não gosta?

Não adianta você abrir um negócio em um setor que é promissor, mas que não lhe agrada. Se você não tiver paciência para dedicar seu tempo e dinheiro em uma atividade, é bem possível que esse negócio esteja fadado ao fracasso.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, se você abrir um negócio em uma área que lhe dê prazer de trabalhar, a possibilidade de você conseguir se dar bem é bem maior pois você se dedicará mais sem muito esforço.

O blog “Empreenda Já” fez um ótimo artigo que fala exatamente sobre isso. Vale a pena dar uma lida.

E aí?

Se eu estivesse no seu lugar e fosse abrir logo um negócio na internet, eu procuraria investir em serviços grátis com outros serviços adicionais pagos. É o que costuma dar mais certo se você consegue uma base boa de clientes.

Quaisquer outras dúvidas, críticas e sugestões, entrem em contato comigo através do formulário de contato.

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14

dez
Publicado por Bernardo Pina na categoria Negócios

Atenção: Posteriormente à criação desse artigo, criei um outro artigo mais completo e mais detalhado sobre Sociedade Anônima. Se desejar, clique aqui para acessá-lo.

Você já se perguntou o que é aquele S/A, SA ou S.A. na logomarca de alguma empresa? Sabe o que é uma sociedade anônima? Quais os tipos que existem? Tenho um conhecido que tem muita vontade de abrir o próprio negócio e ontem me fez essa pergunta.

Vamos lá!

Uma sociedade anônima é uma natureza jurídica regulamentada pela lei nº. 6.404/1976. É apenas um dentre vários tipos de constituição de empresas.

A sua principal característica é que o seu capital é dividido em ações. Essas ações podem ser compradas e vendidas sem a necessidade de escrituras públicas ou ato notorial.

Existem dois tipos de sociedades anônimas:

  1. Sociedade Anônima de Capital Aberto
    Aqui a idéia é gerar capital liberando a venda de ações para o público em geral. Dependendo do tipo de ação negociada, é uma forma de levantar capital sem grandes impactos para a empresa.
  2. Sociedade Anônima de Capital Fechado
    Aqui o capital também é dividido em ações. A diferença é que essas ações serão somente distribuídas internamente. São essas pessoas que irão levantar capital para a empresa.

Existe muito mais o que ser dito sobre as sociedades anônimas, mas o básico está aí. Complementos, críticas e sugestões são bem-vindas. =)

Aos poucos vou colocando as outras naturezas jurídicas das empresas e explicando um pouco mais de cada uma para vocês, ok?

Atualização: Devido às reclamações de algumas pessoas sobre a falta de mais conteúdo, criei um novo artigo com mais detalhes sobre esse tipo de empresa. Clique aqui para acessá-lo.

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