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8 comentários neste post
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Daniel Docki  diz, em 13/11/2007 às 16:24:46     

# Coerção
Esse é o mais fácil de se perceber durante todo o filme. Um exemplo claro disso é quando os policiais usam força bruta para conseguir informações ou alcançar seus objetivos. Lembra do saco plástico?

saco é ficha, lembra do cabo de vassoura?

aUHAuaHUahuHA

Perfeito esse filme…

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Guilherme  diz, em 14/11/2007 às 15:58:51     

Cara, discordo de você ao dizer que este é o melhor filme brasileiro dos últimos tempos.
o filme causa grande impacto e tem elementos que geram bastante discussão e assuntos posteriores. Mas temos que saber diferenciar um filme forte de um filme bom.
Em se tratando de CINEMA, de arte para o cinema, este filme não apresenta nada de inovador. É uma história bem linear e maniqueísta. Apresenta bastante cenas de violência e tem um personagem principal folclórico e cheio de jargões que o povão logo tratou de sair repetindo.
Mas é só. Como filme, é pobre. O roteiro é simples, não apresenta uma trama complicada ou que não possa ser deduzida, a trilha sonora é pessimamente escolhida e mal utilizada. A direção de arte, a montagem das cenas, ângulos de câmera, são apenas tradicionais.
Salva-se a ótima atuação do Wagner Moura.
Para fazer uma comparação fácil, pense no Cidade de Deus. Um filme que retrata a mesma realidade, mas com uma montagem excelente, cenas bonitas, riqueza de personagens, montagem não-linear e um bom uso da trilha sonora.
O sucesso de tropa de elite está muito mais baseado no impacto das cenas explícitas e chocantes, no exagero de um personagem caricatural e durão, do que propriamente na composição de obra de arte inovadora para a linguagem do cinema.
É um filme óbvio e gratuito, que simplifica a questão das drogas a uma análise superficial de mocinho contra bandido, e glorifica a força bruta em um personagem cheio de frases grotescas, que o povão papagaio brasileiro sai repetindo, assim como repete qualquer m*rda que aparece na TV.

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Bernardo Pina  diz, em 14/11/2007 às 16:08:28     

Guilherme… Respeito e concordo com a sua análise. Generalizei muito quando falei “o melhor filme nacional dos últimos tempos”. O que eu quis dizer foi que esse foi o filme brasileiro que eu mais gostei nos últimos tempos.

Analisando a parte técnica da coisa, concordo em absoluto com você. O filme foi pobre e se salvou pela atuação magnífica do Wagner Moura.

Mas o que me chamou mesmo a atenção no filme foi a exposição que ele deu ao BOPE. Todos nós sabíamos que o BOPE existe e sabíamos mais ou menos o que ele é. Com o filme, a realidade “caricaturada” do BOPE veio à tona e agora sabemos parte do que acontece na vida desses oficiais.

Estou lendo o livro “Elite da Tropa” e, comparando, o filme é realmente uma caricatura do BOPE. A realidade é mais dura do que a mostrada lá e o BOPE também não é nenhum santo salvador da pátria como algumas pessoas podem interpretar.

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Guilherme  diz, em 14/11/2007 às 18:57:09     

Sim, notei que seu post foi mais sobre a questão do poder do que uma análise do filme como obra cinematográfica. Meu comentário foi mesmo em relação ao que vc disse sobre ser o melhor dos últimos tempos. Mas, legal que vc concorda.
T+!

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Bernardo Pina  diz, em 19/11/2007 às 11:19:38     

Em termos técnicos, o filme deixa a desejar sim. Mas acho que ele veio para nos mostrar que nem só de técnica vivem os cineastas… Esse filme mandou MUITO BEM na sua idéia e por isso fez tanto sucesso.

Eu ja vi o filme 3 vezes! =D

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Bernardo Pina  diz, em 28/11/2007 às 23:09:20     

Muito bem colocado, bruna. Aparência não é tudo, não é mesmo? =)

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