reforma-ortograficaMuito se falou e ainda se fala sobre essa tal reforma ortográfica e ainda pouco se fez para efetivar as mudanças. Com o tempo, textos oficiais, provas de concursos e de vestibulares e nossos escritos profissionais vão ter que passar por essa mudança. Então porquê ficar adiando?

Hoje eu quero tentar transmitir para você um pouco da história dessa reforma e quais são as principais mudanças que vamos ter que aprender e nos acostumar. Vou dividir o texto em tópicos para, se você não se interessar por alguma parte, ir direto ao que lhe for de interesse.

História da reforma

Não é de hoje que os países de língua portuguesa tem a intenção de unificar a língua falada em todos os seus países. Essa é uma forma de fortalecer bastante a nossa língua e disseminá-la por outros países.

Em outubro de 1990, durante a 7ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, representantes de oito países reuniram-se na Academia das Ciências de Lisboa e chegaram à uma decisão final que afetará a língua em todos os oito países.

Pelo acordo, a reforma deveria ser posta em prática a partir do primeiro dia do ano de 1994. Só que como apenas Portugal, Brasil e Cabo Verde o fizeram, o acordo ficou pendente até que todos os integrantes da conferência. Isso aconteceu no final do ano passado.

(Para ver a história com muito mais detalhes, acesse o artigo do Acordo Ortográfico de 1990 na Wikipedia)

O que mudou

As mudanças não foram muitas, mas são significativas para o nosso dia-a-dia. Não teremos nenhuma modificação na forma que falamos, apenas na forma como escrevemos. Veja abaixo a lista de mudanças.

acordo-ortografico-mudancas

Já está valendo? Ainda podemos escrever da forma antiga?

No dia 29 de setembro de 2008, o presidente Luís Inácio Lula da Silva tornou oficial a introdução da reforma ortográfica no Brasil. De acordo com a resolução, a reforma entrou em vigor em janeiro de 2009, mas as duas grafias (a antiga e a nova) continuarão valendo até dezembro de 2012. Ou seja, até lá ambas valem no vestibular, nas provas de escolas, nos concursos públicos.

“Ah, então ainda temos bastante tempo para nos acostumar.”

Sim… Mas desde que você procure se acostumar. Se deixar tudo para a última hora, pode ser bem chato se adequar às novas regras de uma vez.

Ainda tem alguma dúvida?

Deixe um comentário abaixo!

Fontes: Wikipedia, Canal do Educador

About The Author

Empresário (Diretor de Operações da Data Power Team) e consultor de tecnologia da informação e comunicação digital, é o fundador e editor do blog Produzindo.net. Se dedica a essa atividade pela paixão que tem pelo lema que tomou para a sua vida: “aprender para ensinar”.

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4 Responses

  1. Eduardo

    Logo quando eu achava que sabia escrever, vou ter que voltar ao estágio de pseudo-analfabeto. Não entendo mesmo essas mudanças. Na minha opinião a pronuncia e a escrita devem seguir as mesmas regras. Como eu posso falar “Vôo” e escrever “Voo”? O primeiro “o” da palavra tem uma entonação diferente do segundo… Não faz sentido. Eu não aprovei essas mudanças, por que é que eu deveria aceitá-las?

  2. José Flávio

    Isto não unifica a língua.

    • Bernardo Pina

      Não, não unifica a língua. Mas é o primeiro passo para uma unificação que muitos desejam.

  3. cassiana da silva

    GOSTARIA DE ALGUMAS SUGESTÕES DE METODOLOGIAS PARA A APLICAÇÃO DESSAS NOVAS REGRAS NO ENSINO FUNDAMENTAL.