Propaganda de TV, outdoor, folder e outras peças gráficas são ferramentas de marketing que hoje já passam despercebidas pelas pessoas – que são expostas a mais de 800 anúncios publicitários por dia. A falta de mudança dos modelos tradicionais faz com que muitas das ações de divulgação passem de forma despercebida pelo simples motivo de já serem clichês. Ao encontro disso, o consumidor está cada vez mais exigente e exigindo mais informações antes de consumir.

Um pouco sobre o novo consumidor

Embora isso não seja uma lembrança corriqueira, a internet é bem antiga, sim. Hoje vivemos a chamada segunda geração da internet (ou web 2.0), na qual cada um tem a liberdade de expor seu conteúdo no meio online, mas há 20 anos atrás não era bem assim. As empresas eram as únicas detentoras do poder de criar e postar conteúdo no mundo virtual.

Com o crescimento dessa “nova” mídia, muitas pessoas e empresas entraram com novos investimentos, o que acarretou no surgimento de novos softwares. Talvez você lembre dos obsoletos mIRC (1995) e ICQ (1996). O MSN Messenger, popular ainda hoje, foi criado em 1999. Junto com isso, criaram-se alguns serviços gratuitos de blog e fóruns online, além da popularização das contas de e-mail.

Resumindo, houve um boom na troca de informações entre os internautas, que passaram a se relacionar online cada vez mais. Todo esse câmbio de dados fez nascer as comunidades virtuais, aonde as pessoas discutiam sobre certos produtos, certos serviços, etc.

Onde tudo isso vai parar? Em um internauta/consumidor mais exigente.

Fugindo do marketing tradicional

Muitas pessoas não sabem, mas muitas das teorias de marketing usadas ainda hoje são do período da revolução industrial. Naquela época, a valorização era pela venda/produção massiva, e não pelo conhecimento. As empresas estavam preocupadas apenas em produzir, tendo o cliente como uma demanda garantida. Até Ford disse: “o cliente pode ter o modelo ‘ T ‘ na cor que quiser, desde que seja preto”.

O marketing experimental é aquele que foge da métrica atual e usa outras formas de prender o cliente ou possível cliente, como por exemplo, pela emoção. Não existe uma regra, é uma experiência. Você entende o seu público – o que pode ocorrer por meio de monitoramento da sua comunidade virtual – e busca uma alternativa que pode se adequar com ele.

Um exemplo de marketing experimental é a Disneylândia. Para começar, trata-se de uma empresa que conhece o seu público como ninguém. Os atendentes e funcionários têm em mente que cada pessoa que está ali espera ter o dia mais feliz de sua vida – e trabalha para isso. Não deixa de ser uma estratégia de marketing que aumenta a produtividade, satisfação do público interno e externo da instituição. E ninguém sequer viu o conceito de Marketing Mix (populares “4 Ps”)! Além disso, quem foi até lá não me deixa mentir: a Disneylândia tem um cheiro característico, aonde uma pessoa que sinta novamente esse cheiro, se sente imediatamente de volta ao mundo mágico da Disney – e possivelmente se lembre de momentos muito felizes que passou por lá.

Outro exemplo muito legal foi postado pelos caras do blog O Cappuccino, que desmembra um case da Pepsi em Porto Alegre. Vale a pena conferir também!

Os conceitos antigos de marketing são muito bons para nos nortear, mas que tal ir um pouco além?

About The Author

Graduando em Relações Públicas pela UFRGS, trabalhou por dois anos na assessoria de comunicação da CAIXARS, com foco em relacionamento com a imprensa e comunicação interna. Hoje atua como produtor de conteúdo da EZUK Mkt Internet (Porto Alegre) e desenvolve trabalhos externos na área de desenvolvimento de conteúdo, estratégias de marketing digital e planejamento de comunicação. Além disso, é editor do blog Tiro-Livre.

2 Responses

  1. Talita James

    Putz! Perfeito, Gabriel!

    Lá em casa temos o hábito de sentar pra conversar sobre as formas de marketing das empresas enquanto assistimos as propagandas na TV. O lance do cheiro da Disney tem sido usado por outras empresas também. Quem já entrou nas lojas da Melissa, por exemplo, sabe que o cheiro fica gravado e associado demais ao produto! Muito bacana mesmo!!!

    Parabéns pelo texto!