Acho que estou ficando chato. Termino de escrever um texto, leio, releio… E deleto, na certeza de que escrevi uma porcaria. Então, vou simplesmente levando, escrevendo uns artigozinhos até que alguém reclame, daí talvez eu mude a minha postura – se me der vontade.

É exatamente assim que se sente o funcionário de uma empresa depois de um tempo de trabalho, seja na área pública ou na privada. Com o passar dos dias, o colaborador perde um pouco do entusiasmo inicial que tinha quando foi contratado, e isto é natural de qualquer emprego. E neste ponto que entram as capacitações.

Se você ainda pensa que capacitação é aprender a operar uma máquina, você está muito enganado. Os treinamentos hoje possuem um caráter psicológico que transcendem as questões didáticas do curso, tendo um papel de “renovador do entusiasmo” do empregado. No momento em que se investe no funcionário, ele passa a se sentir peça fundamental para o andamento daquela instituição, o que também ajuda a oxigenar o trabalho do colaborador. Além disso, ele tende a ficar muito mais tranquilo ao desempenhar suas ações corriqueiras do dia-a-dia.

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Mais do que simplesmente animar e ensinar um novo ofício ao colaborador, as capacitações são uma ferramenta de gestão. Elas influenciam diretamente na produtividade da sua empresa, pois o empregado tende a ser mais efetivo e assertivo na realização das suas atividades – desde que bem promovido. Os números dos investimentos em treinamento e capacitação técnica e comportamental nos países desenvolvidos são, no mínimo, três vezes superiores aos do Brasil.

Porém, para isto é necessário impor um novo pensamento: investir em capacitação não é despesa, é investimento. Os gestores tendem a ver a realização de treinamentos como um trabalho sem resultados, mas na verdade é uma ferramenta para suprir as exigências feitas pelos seus consumidores. Cada vez mais o cliente exige dos produtos que consome, pois tem mais acesso às informações. Que tal um vendedor que nem conhece a sua empresa? No mínimo é contraproducente.

Para fazer um investimento correto, é importante monitorar alguns aspectos de cada área da sua empresa, como a produtividade ou o posicionamento do cliente sobre o trabalho realizado por aquela equipe. Uma pesquisa em profundidade (conforme meu penúltimo texto) pode ser uma boa pedida para fazer este acompanhamento do trabalho da organização. Os seus colaboradores, produção e faturamento agradecem – e lhe premiam.

(créditos da foto para stock.xchng)

About The Author

Graduando em Relações Públicas pela UFRGS, trabalhou por dois anos na assessoria de comunicação da CAIXARS, com foco em relacionamento com a imprensa e comunicação interna. Hoje atua como produtor de conteúdo da EZUK Mkt Internet (Porto Alegre) e desenvolve trabalhos externos na área de desenvolvimento de conteúdo, estratégias de marketing digital e planejamento de comunicação. Além disso, é editor do blog Tiro-Livre.

5 Responses

  1. Rodrigo van Kampen

    Treinamentos são uma boa, mas desde que eles sejam ministrados de maneira inteligente.
    A partir do momento que o pessoal começa a enxergar os treinamentos como um fardo, ou então como a “perda de duas horas que eu podia estar trabalhando”, algo está errado.
    Ou na metologia de treinamento, de trabalho, ou na empresa.

  2. Bernardo Pina

    Os treinamentos são parte importante do crescimento profissional dentro da empresa. Concordo que os treinamentos tem que ser bem ministrados, mas os funcionários também tem que ter mentes abertas à novas experiências, coisa que muitas vezes não acontece. =/

  3. Gabriel Barboza

    Bem lembrado, Rodrigo!

    A necessidade e relevância dos treinamentos são intrínsecas ao modelo mental do público interno da empresa – mas isto é um reflexo do sistema de gestão da organização. A comunicação interna é uma grande ferramenta de avaliação disto. Mas é claro que os treinamentos tem de ter uma boa abordagem com os públicos, por isso quando se tratam de grandes capacitações, os ministrantes estudam e entrevistam antes os participantes.

    Existem até fazendas que possuem reuniões periódicas para avaliação de trabalhos, além de capacitações e etc, coisas que muitas grandes emrpesas não fazem. O modo como se administra é o fator que insere a cultura interna nos públicos organizacionais. Mas isto já é tema para outro post…